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Os vereadores do Partido Socialista na Câmara de Viseu acusaram esta quinta-feira (18 de agosto) a maioria PSD que gere a autarquia de desinvestir no apoio às famílias no arranque do novo ano letivo. Segundo as contas da oposição, o executivo cortou mais de 171 mil euros nas ajudas dadas aos alunos, quando comparado com o ano passado, altura em que o município era liderado por Conceição Azevedo, após a morte de Almeida Henriques.
“No ano letivo anterior, o executivo deliberou a oferta dos livros de fichas para todos os alunos do 1º ciclo, independente do escalão, da rede pública e privada”, começou por lembrar a vereador do PS Marta Rodrigues, acrescentando que os estudantes do privado, do 1º ao 3º ciclos, também receberam gratuitamente os manuais escolares.
A este apoio há que somar o kit, com material escolar, entregue às crianças do pré-escolar e da escola primária. Nestas ajudas às famílias, o anterior executivo investiu 231 mil euros.
“Este ano, e de acordo com o discutido nas reuniões de Câmara, o executivo decidiu atribuir os livros de ficha aos alunos do 1º ciclo da rede pública e apenas aqueles que sejam beneficiários dos escalões, alunos com necessidades educativas especiais e alunos de famílias numerosas”, continuou, salientando que em causa estava um auxílio de 44.200 euros.
“Só posteriormente, e após algumas questões colocadas, é que o executivo decidiu alargar este apoio aos alunos da rede privada”, lembrou.
“Somando as partes estamos perante um investimento de 59.200 euros, ou seja, menos 171.800 euros no apoio às famílias do que no ano letivo anterior”, contabilizou.
Marta Rodrigues defendeu que, caso não sejam introduzidas mais medidas de apoio, “denota-se um claro desinvestimento” no setor da educação, que classificou como um “dos maiores ativos estratégicos das sociedades modernas”.
O presidente da Câmara, Fernando Ruas, não contestou os números apresentados pela oposição socialista e até disse que ficava “muito satisfeito” por a autarquia “poupar dinheiro em relação ao ano anterior”. Segundo explicou, o princípio adotado pelo executivo é o de “apoiar [apenas] quem precisa”.
“Se por acaso nos diz que prevemos gastar menos dinheiro do que no ano anterior, se isso se faz à custa de o retirar a quem não precisa, é um bom elemento de gestão e eu continuo a fomentar isso”, afirmou.
“Não é que gostemos muito de copiar a administração central, normalmente não nos dá muito bons exemplos, mas neste caso é exatamente o que fazem em relação ao púbico”, concluiu.