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Sharlotte Matos deixou, em abril de 2015, a sua terra Natal, Venezuela, para “realizar os sonhos e ter uma melhor qualidade de vida.” Tinha apenas 21 anos quando decidiu arriscar. Passou pela China e atualmente, encontra-se em Viseu.
Foi na Venezuela que se formou como Professora de Educação Física e mais tarde, como Cantora. Atualmente, trabalha na loja ZARA do grupo Inditex, no Forum Viseu.
Mudar de país é, quase sempre, viver numa montanha-russa, quando se tem medo das alturas. E os primeiros meses trazem a mesma sensação: felicidade e agitação. Apesar de Portugal ser para a venezuelana uma segunda opção, visto que a sua família paterna é portuguesa, quando saiu há 8 anos da Venezuela escolheu passar primeiro pela China. “Antes de chegar aqui morei cinco anos na China, país que respeito e pelo qual tenho um carinho imenso. Fui trabalhar como cantora em hotéis de 5 estrelas, onde tive a sorte de trabalhar em diferentes províncias e em diferentes cadeias hoteleiras, como Shargri-la, Hilton, Sheraton e Jw Marriott”, conta Sharlotte.
Após cinco anos por terras chinesas, decide voltar a arriscar, mas desta vez, Portugal toma o seu lugar. “Resolvi vir para Portugal, porque a minha família paterna é daqui, tenho dupla nacionalidade. Sempre gostei muito de Portugal quando vinha visitar. No meu primeiro ano vivi em Lagos, no Algarve, no segundo ano vivi na Póvoa de Varzim, no Porto e este último ano, estou em Viseu”, destacou a venezuelana.
Com o pensamento “uma mente expandida nunca mais volta ao seu tamanho original”, Sharlotte Matos arriscou há 8 anos e não se arrepende. Faz questão de transmitir que “emigrar pode ser difícil em muitos aspetos, mas definitivamente o lado positivo é muito maior. Conhecer culturas e lugares tão diferentes faz-nos crescer, aprender e evoluir”. Garante ainda, que mesmo ciente da transformação na sua vida, não receia que corra mal, pois pode sempre “voltar para casa”.
A venezuelana de 29 anos de idade, nunca mais regressou ao seu país, e por isso, as saudades estão sempre à flor da pele. “O que eu sinto mais falta é da minha família, das arepas da minha avó e das praias de água morna”, frisa. Questionada de como continua ligada às suas origens, Sharlotte procura cozinhar o prato da sua avó, as tradicionais e emblemáticas arepas venezuelanas, bem como ligar todas as semanas em vídeo chamada.
“País bonito e pessoas com enorme coração”, é assim que Sharlotte Matos descreve Portugal.
“Respeito e amo muito este país e acima de tudo a cidade de Viseu, que me proporcionou momentos memoráveis, bons amigos e uma oportunidade de trabalhar e contribuir com algo positivo para esta comunidade. Há muitas coisas que gosto em Viseu, mas confesso que o meu local preferido é a pista de corrida, quando sinto que estou sobrecarregada, vou correr com o meu parceiro e voltamos sempre com uma bela vista de um nascer ou pôr do sol, que nos enche de calma e gratidão”, enaltece a venezuelana, grata do que a vida lhe tem proporcionado.
Caraterizada por gostar de “descobrir novos lugares”, é assim mesmo o mote de vida de Sharlotte Matos, não ter medo de arriscar e descobrir que pode ir mais além.