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A Câmara Municipal de São Pedro do Sul inaugurou esta quinta-feira a “melhoria de acessibilidades” no edifício que permite acesso ao espaço museológico que apresenta espólio do Castro de Nossa Senhora da Guia, mais conhecido por Castro de Baiões.
“Esta obra permitiu o rampeamento do passeio, a colocação de um “tratorino”, a instalação de um elevador, desde o piso de entrada até ao sótão, a adaptação de dois WC para deficientes, a conservação da imagem estética dos claustros, a criação da sala multiusos e a colocação de sinalética com leitura em braile”, enumerou o presidente da Câmara, Vítor Figueiredo.
O autarca apresentava assim as obras que “permitem o acesso a qualquer cidadão” ao núcleo museológico Monsenhor Celso Tavares, um investimento de cerca de 200 mil euros, comparticipado, em cerca de 90 por cento, pelo Programa Valorizar do Turismo de Portugal.
As obras abrangem também “a conservação da imagem estética dos claustros com um envidraçado, a colocação de expositores para peças museológicas e a implementação de sinalética com leitura em braile”.
Instalado no sótão do edifício dos Paços do Concelho, antigo Convento da Ordem Franciscana, classificado desde 1943 como Imóvel de Interesse Público, o núcleo “abriu portas há sensivelmente um mês”.
“Hoje inauguramos uma obra de reabilitação que criou melhores condições nas acessibilidades aos diversos serviços camarários, eliminando os constrangimentos existentes e que, simultaneamente, valoriza o património histórico e cultural onde nos encontramos”, destacou o presidente do município.
Com esta intervenção, continuou Vítor Figueiredo, “foi possível criar o Núcleo Museológico do Castro da Nossa Senhora da Guia, onde o Município colocou em exposição, acessível ao público em geral, o espólio arqueológico deste Castro também muito conhecido por Castro de Baiões”.
O espólio, recordou o historiador Eduardo Nuno Oliveira, estava inicialmente no Seminário Maior de Viseu e passou para a Universidade Católica de Viseu, pelas mãos do monsenhor Celso Tavares da Silva (1916-1996).
“O antigo professor João Inês Vaz (1951-2015) entrou em contacto com o município de São Pedro do Sul para trazer os materiais para o concelho de origem e hoje é possível visitar peças que são a nossa identidade patrimonial e histórica”, contou o historiador.
A inauguração contou com a presença da secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, que, na sua intervenção, destacou “o pulmão único” que o turismo e a cultura formam.
“O turismo tem de ter a responsabilidade de regenerar, cicatrizar e projetar os territórios e também de reunir condições para melhorar a habitação dos residentes, criar maior conhecimento e mais emprego e descentralização”, defendeu.
Rita Marques considerou que “de outra forma o turismo não faz sentido” e, por isso, justificou, este projeto foi apoiado, porque “é compromisso” do Governo, “fazer pontes e ligar territórios”.