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A Câmara de Resende não foi a tempo de despedir José Ângelo, antigo comandante dos Bombeiros e coordenador de assistentes operacionais numa escola do concelho que foi condenado em julho deste ano pelo Tribunal de Viseu a 12 anos de prisão. Em causa abusos sexuais de duas jovens deficientes. A história é contada este sábado pelo Correio da Manhã.
Escreve o diário que o presidente da Câmara de Resende, Garcez Trindade, responsabiliza o Sindicato dos Técnicos Superiores, Assistentes e Auxiliares de Educação da Zona Norte que não terá respeitado os prazos. Depois da condenação, a escola instaurou um processo disciplinar e o instrutor propôs despedir o funcionário. O que aconteceu foi que, com a transferência de competências, os trabalhadores das escolas passaram a ser geridos pela autarquia. O Ministério enviou o processo disciplinar à Câmara que terá negligenciado o caso.
Ao Correio da Manhã, o presidente da Câmara de Resende diz que quando foi proposto votar em reunião de Câmara o despedimento do funcionário condenado, foi lembrado que a decisão teria de passar pelo sindicato. E é aqui que o autarca responsabiliza a estrutura sindical por ter passado o prazo para se pronunciar.
Em Tribunal, o antigo comandante dos Bombeiros de Resende acabou condenado por 83 crimes de abuso sexual a duas jovens deficientes que frequentavam a escola em que José Ângelo era coordenador de assistentes operacionais. Para que se mantivessem caladas, José Ângelo dava-lhes chocolates, barras de cereais, bolachas e até dinheiro.