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O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, disse hoje ao Jornal do Centro que a auditoria que pediu após ter sido reeleito presidente do município aponta para várias irregularidades praticadas pelo executivo anterior. O ex-presidente da autarquia e atual vereador da oposição, Ângelo Moura, nega a existência de ilegalidades e desafia a maioria PSD a apresentar publicamente o relatório em causa.
“A auditoria confirmou um conjunto de irregularidades, nomeadamente a realização de pagamentos sem a prestação do serviço que tinha sido contratado e outras irregularidades como o pagamento após a recusa do visto do Tribunal de Contas. Não aponta nada que não fosse público”, refere Francisco Lopes.
Segundo o autarca, o relatório já foi levado a reunião do executivo, não tendo recebido reparos da oposição, mas não será apresentado queixa à justiça.
“Ele chegará ao Ministério Público mais tarde ou mais cedo. Há ali processos que irão correr o seu curso normal e a nosso ver passarão pela justiça. Estou a falar daquilo que se conhece na questão do pagamento do transporte dos transportes à Transdev após a recusa do visto do Tribunal de Contas”, afirma.
Ouvido também pelo Jornal do Centro o anterior presidente da Câmara e hoje vereador da oposição, Ângelo Moura, diz que a auditoria pedida pela maioria PSD/CDS “não passou de um embuste e de uma tentativa desesperada e frustrada de tentar esconder os relatórios da auditoria efetuada ao mandato anterior”.
“Esta auditoria visou apenas os procedimentos na área da contratação pública e de contratação de recursos humanos escolhidos por Francisco Lopes. Ainda assim, da leitura do relatório resultam apenas recomendações que acompanhamos e aplaudimos no que diz respeito ao rigor nos procedimentos que deviam ser seguidos pela autarquia e que foram abandonados nos procedimentos em concurso”, acrescenta.
Ângelo Moura garante que as conclusões da auditoria não apontam para “qualquer ilegalidade”.
“Não foram identificados quaisquer procedimentos ilegais e suscetíveis de censura penal ou política. É um documento que formula uma série de recomendações a ter em conta no futuro nas áreas da contratação pública e de recursos humanos”, aponta.
O socialista desafia ainda Francisco Lopes a publicar a auditoria e o relatório da auditoria pedida ao seu último mandato, entre os anos de 2013 e 2017.