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Mais de 600 voluntários estão este sábado e domingo um pouco por todo o distrito de Viseu em nova campanha do Banco Alimentar contra a Fome.
Nesta manhã de sábado muitos foram os que durante as compras semanais ou mensais não hesitaram em colaborar com quem mais precisa. “Tenho ajudado, sempre. Posso por exemplo não ir tomar o meu café, abstenho-me disso. Acho que em primeiro lugar está ajudar quem precisa. Sem o café posso passar muito bem, as pessoas sem se alimentarem, não”, diz, emocionada, Graça Gonçalves, depois de entregar a ajuda alimentar à voluntária Maria Manuela.
A doação está agora num carrinho de compras que, depois de cheio, é levado por outros voluntários para se juntarem aqueles bens aos outros recolhidos noutros pontos de ajuda. É precisamente em pontos de ajuda que estão transformados este fim de semana diversos super e hipermercados da região.
Graça Gonçalves, explica ainda que o futuro é incerto e que veio nesta manhã de sábado ajudar depois de ouvir as notícias na rádio. “Vim de propósito. Não precisava de nada para mim, vim para ajudar. Temos o dever moral quem necessita de nós. Se temos mais alguma coisa do que os outros temos de repartir”, detalha.
Também Alda Gonçalves decidiu colaborar na campanha do Banco Alimentar nas primeiras horas da manhã. Conta ao Jornal do Centro que a incerteza dos próximos tempos a faz ser mais solidária do que já era. “A vida dá tantas voltas e também temos filhos e estamos rodeados de pessoas que precisam. Hoje são eles, amanhã a gente não sabe”, reforça.
Logo a seguir a entregar os bens alimentares, confessa-nos que tem gosto em ajudar, mas lamenta que seja preciso levar a cabo campanhas como esta. “Preferia que não fosse preciso. Preferia que alguém fizesse isso por nós. A cúpula de cima”, sugere. “O custo de vida está impossível. Temos de fazer contas e o dinheiro vai. E se estamos cá é para ajudar”, vinca.
Maria Manuela é voluntária no Banco Alimentar e já não consegue precisar desde quando. “Faço parte das conferências de Nossa Senhora do Viso e sei como é arranjar os cabazes, preparar, ir buscar alimentos e sei as dificuldades com que o Banco Alimenta se depara. Compreendo que precisamos da ajuda das pessoas”, assume.
Esta voluntária está desde as nove da manhã num supermercado da cidade de Viseu e ali estará até ao fecho do estabelecimento. “Estou aqui para contribuir com a minha presença. Precisamos que todos ajudem”, começa por explicar. Nas primeiras horas da manhã, já tinha seguido dali um carro cheio de bens alimentares. “As pessoas têm contribuído, sabem que a vida está má e compreendem perfeitamente que devem ajudar”, afirma.
A presidente do Banco Alimentar de Viseu, Fátima Ribeiro está a acompanhar de perto o serviço prestado pelos voluntários. “Quem está aqui, está de alma e coração e por acreditar que trabalha em prol de uma causa e da comunidade. Traz-nos felicidade podermos ajudar os outros e não estarmos só virados para nós. Essa é a verdadeira felicidade, a mais enriquecedora”, frisa.
A responsável avança com o objetivo de chegar às 45 toneladas de alimentos doados. “Esperemos que Deus nos ajude a concretizá-lo. Ele e as nossas equipas. Temos neste momento mais de 600 voluntários pelo distrito: desde os que estão nos supermercados, no armazém, motoristas. Contamos com todos eles e esperemos que a generosidade das pessoas numa época tão próxima do Natal se reflita nos números desta campanha”, conta.
Os números da campanha começarão apenas a ser revelados durante a tarde deste sábado, sendo que Fátima Ribeiro deixa o alerta de que só no final do dia de domingo se farão as contas. “O São Pedro está a ajudar bastante, hoje está sol, as equipas estão motivadas dizem estar a receber muitos alimentos e que as pessoas estão muito generosas. Este é o nosso feedback, esperemos que continue assim o resto da campanha”, acrescenta.
A campanha do Banco Alimentar contra a Fome de Viseu está este sábado e domingo um pouco por todo o distrito. A instituição apoia 96 outras instituições na região e têm cada vez chegado mais pedidos de ajuda alimentar.