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Para dar uma maior resposta no socorro à população nos meses de inverno, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) anunciou o reforço do dispositivo com mais 37 viaturas em todo o país, uma delas em Viseu. Mas, a ambulância, que está instalada nos Bombeiros Voluntários da cidade, já existia. O que aconteceu, alerta o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), é que houve uma mudança de nome e, sobretudo, uma “grande estratégia de marketing”.
“O que aconteceu é que as ambulâncias já estavam no dispositivo e já eram acionadas pelo INEM, mas tinham o nome de ambulâncias de reserva. Agora, essas mesmas ambulâncias passam a chamar-se posto de emergência médica sazonal, mas com os mesmos meios, a mesma tripulação. Ou seja, não acrescenta praticamente nada ao serviço”, explicou ao Jornal do Centro Rui Lázaro, presidente do STEPH.
A notícia acabou por ser recebida com “estranheza” e “preocupação”. “Este anúncio de reforço de meios de emergência médica foi recebido por nós, por um lado, com alguma estranheza, uma vez que o Conselho Diretivo tem vindo a dizer ao longo das últimas semanas que o sistema está bom e não tem tido problemas, e se estivesse bom então não precisava de reforço; e, por outro, com alguma preocupação porque isto não passa de uma medida de puro marketing”, lamenta Rui Lázaro.
Para o STEPH, trata-se de “uma tentativa do INEM em ludibriar o próprio poder político, o Ministério da Saúde, mas muito a opinião pública, anunciando que vai fazer “reforço” mas, tal como já pudemos observar hoje através das várias denúncias de atrasos, não surtiu qualquer efeito”, disse.
Rui Lázaro afirma que vão continuar a reclamar por mais técnicos e um serviço de INEM com melhor resposta à população. “É preciso mais técnicos, um melhor serviço e, sobretudo, mudanças estruturais, provado que está que o INEM não dá as respostas que o país precisa”, finalizou.
Em outubro, o STEPH já tinha alertado para a dizendo mesmo que ao serviço das três ambulâncias do INEM, situadas em Viseu, estão 19 profissionais, sendo que deveriam estar alocados 33. Uma situação que, alertava o Sindicato, chegou a levar ao encerramento de uma das três ambulâncias que estão em Viseu.