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Cerca de três anos após as tempestades Elsa e Fabien terem provocado vários danos na Estrada Nacional (EN) 228 em Vouzela, a via continua sem sofrer obras de fundo. A estrada chegou a estar encerrada ao trânsito durante cerca de um ano depois de várias derrocadas terem arrastado parte do piso.
Esta segunda-feira (12 de dezembro) devido ao mau tempo voltaram a registar-se alguns deslizamentos de terras e pedras, que acabaram na via. O presidente da Câmara de Vouzela, Rui Ladeira, não esconde a preocupação e a revolta perante o estado do caminho.
“A estrada ainda não sofreu obras e a situação é dramática porque há um relatório das Infraestruturas de Portugal (IP) de março de 2021 a demonstrar a preocupação com de 20 pontos críticos que precisavam de ser intervencionados no prazo máximo de um ano”, refere.
“São técnicos da IP que dizer que a instabilidade é significativa e que é preciso intervir urgentemente e a obra ainda nem começou”, lamenta.
Segundo o autarca, a intervenção até já devia estar no terreno há pelo menos um ano. A IP lançou um concurso público de cerca de três milhões de euros para fazer uma intervenção na via. O projeto já foi adjudicado, mas ainda não recebeu o visto do Tribunal de Contas.
“Só agora estão a avançar com as expropriações dos terrenos, o que devia ter sido feito antes. Isto quer dizer que nos próximos meses a obra não vai avançar e se não vai avançar quem é que assume as responsabilidades se houver ali um acidente grave?”, questiona, acrescentando não acreditar que o Governo esteja a bloquear o arranque dos trabalhos.
Rui Ladeira garante que já pediu por duas vezes uma audiência urgente com o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, mas até hoje não recebeu qualquer resposta. O autarca diz que vai insistir hoje mais uma vez com o governante para saber em que pé se encontra a obra. Vai também notificar a IP para serem colocadas barreiras de segurança nas zonas mais inseguras e em que podem ocorrer novos deslizamentos de terras.
“Da parte da tutela não há preocupação. Da parte do presidente da Câmara, dos presidentes de Junta e da comunidade há preocupação total porque estamos cá e pode haver ali uma desgraça”, alerta.
O Jornal do Centro aguarda esclarecimentos da Infraestruturas de Portugal.