A um dia do Natal são muitos os que ultimam os preparativos. Em Viseu, na hora de fazer compras, seja para rechear a mesa ou presentear familiares e amigos, há quem opte pelo mercado dos produtores, bem no centro da cidade, onde “se encontram produtos frescos e onde a confusão é menor”, contaram ao Jornal do Centro alguns clientes.
“A carne, fruta e legumes venho sempre ao mercado. Já ia ao antigo e continuo a vir. Gosto de fazer compras aqui e é onde venho sempre”, disse Esmeralda Loureiro, que fazia algumas compras acompanhada pela filha, junto ao talho de João Moita.
Segundo o comerciante, os clientes vão aparecendo mas, “em relação ao ano passado, está mais fraco”, garante. “Mesmo a criação dos animais complicou, vieram tarde os borregos”, explica.
Do outro lado, a banca de legumes e fruta do casal Isaura Gomes e Graciano Teixeira que contam que o negócio tem corrido bem, que se vende de tudo um pouco e que nos últimos dias os frutos secos e as couves têm sido os “preferidos” dos clientes. “O resto é à última da hora, são bens essenciais e tem que ser na última da hora”, diz.
Graciano Teixeira aproveita para contar que a mudança para o novo espaço também trouxe vantagens. “Aqui é melhor, lá estávamos distantes e para as pessoas mais velhas aqui é melhor, há mais proximidade e para as pessoas mais idosas não há o problema das escadas, por exemplo”, destaca.
Quem também aproveita o mercado para se abastecer nesta época natalícia, e no resto do ano, é Aida e Jacinto Lopes. O casal opta sempre pelo espaço para comprar “figos, nozes, e outras coisas”.
Aida até aproveita para comprar presentes, enquanto conversa com o Jornal do Centro escolhe um pijama que vai dar a um familiar. “Venho sempre aqui, não gosto de centros comerciais é muita confusão”, confessou.
Elvira Fernandes, dona do espaço, conta que o negócio “vai correndo”. “As pessoas têm pouco dinheiro, mas está a ser equivalente ao ano passado, talvez um pouco melhor. Mas, em janeiro já ficamos sentados!”, graceja.
Numa das entradas do mercado está a Fatinha dos Queijos. Fátima é de Fornos de Algodres, mas é no mercado que vende os queijos que Cidalina Vaz não dispensa e que até aproveita para oferecer no Natal. “O queijo é sempre aqui que compro. Já ia ao antigo e continuo a vir aqui”, conta.
Sábado (24 de dezembro) os comerciantes esperam mais gente, sobretudo porque à entrada estarão “as mulheres da aldeia”, que enchem as bancas com dezenas de produtos, desde legumes, fruta, flores e muito mais. O espaço encerra às 13h00.