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As obras de construção da nova associação de Vila da Rainha, em Tondela, que substituirá a coletividade que ardeu há cinco anos, matando mais de uma dezena de pessoas, estão paradas, mas o presidente da União de Freguesias de Mouraz e Vila Nova da Rainha, Vítor Mota, acredita que a intervenção estará concluída até ao final do ano.
O fogo na sede da Associação Cultural Recreativa e Humanitária de Vila Nova da Rainha ocorreu na noite de 13 de janeiro de 2018 durante um torneio de sueca, onde estavam dezenas de pessoas. O incêndio tirou a vida a 11 pessoas e fez 38 feridos.
Apesar da tragédia, a povoação da localidade nunca se conformou com o fim da associação e com a ajuda da Câmara de Tondela começou a ser erguida uma nova coletividade, que fica mesmo em frente ao imóvel que ardeu. O investimento é superior a 200 mil euros. O edifício já tem paredes e cobertura, mas os trabalhos têm estado parados.
O presidente da União de Freguesias de Mouraz e Vila Nova da Rainha, Vítor Mota, disse ao Jornal do Centro que as obras estão “neste momento paradas porque o tempo não tem ajudado”.
“A empreitada em breve começará de novo. O projeto está a andar e é para acabar este ano, vamos tentar que fique pronto até ao final do ano”, afirma.
Segundo o autarca, o novo edifício é amplo, só tem um piso e terá um bar, uma sala de convívio, um escritório e um salão polivalente, para albergar mais pessoas.
As gentes de Vila Nova da Rainha sentiam a falta e a necessidade de um espaço de convívio.
“O povo sente falta, faz falta onde haja convívio onde as pessoas se juntem, só há um café pequeno e o pessoal apesar de a alegria não ser a mesma, sobretudo o mais idoso, necessita de um lugar onde esteja um bocadinho e a conviver uns com os outros”, conclui.
O incêndio ocorrido na Associação Cultural Recreativa e Humanitária de Vila Nova da Rainha está agora a ser julgado na justiça, tendo apenas um arguido, o presidente da coletividade. Jorge Dias responde por onze crimes de homicídio por negligência e um crime de ofensa à integridade física negligente grave.
O julgamento que teve início em junho de 2022, tinha sessão marcada para hoje, precisamente no dia em que se assinalam os cinco anos da tragédia, mas a audiência foi desmarcada devido a doença de um dos juízes que integra o coletivo.
Os familiares das vítimas exigiram sempre que houvesse mais pessoas no banco dos réus. A justiça, entretanto, abriu um novo inquérito ao fogo, que levou o Ministério Público a constituir de arguidos o ex-presidente da Câmara de Tondela, José António Jesus, os antigos vereadores Pedro Adão e Miguel Torres e o chefe de serviço de Urbanismo Manuel Andrade.
Os quatro estão indiciados por onze crimes de homicídio por negligência, um crime de ofensa à integridade física e outro por negligência grave de infração de regras de construção, dano em instalações e perturbação de serviços.