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Nos últimos anos, Portugal tem visto aumentar significativamente o número de estrangeiros com a sua situação regularizada. Hoje são cerca de 800 mil, o dobro face a 2015. Números que refletem, por um lado, a abertura do país à diversidade e a atratividade das suas condições para acolher pessoas de diferentes origens, mas que, por outro lado, levam a um novo debate sobre políticas migratórias e o papel que os imigrantes têm atualmente na construção de uma comunidade nos seus aspetos económico e social. A imigração não é apenas uma questão demográfica, mas também uma oportunidade para enriquecer a sociedade, como se pode verificar nos exemplos que chegam de vários setores: no território, na economia, na educação e na arte e que a seguir damos a conhecer ao leitor
No Agrupamento de Escolas Grão Vasco, em Viseu, num universo de 2600 alunos, 516 não têm o português como língua materna. São centenas de crianças e jovens vindos de 31 países, espalhados pelos cinco continentes. Uma diversidade cultural que cada vez é mais falada, mas que não é uma novidade para a comunidade educativa, que há muito recebe alunos de diferentes nacionalidades.
“Pensar que estamos sozinhos no mundo é um erro completo”, começa por dizer o diretor do agrupamento, que é composto por 15 escolas, entre ensino pré-escolar, 1º, 2º e 3º ciclos. Para Luís Nóbrega, a integração e inclusão dos alunos “não é assunto novo” e “vai além da imigração ou dos fenómenos migratórios”.
“Não há que fazer disto um bicho de sete cabeças. Nas escolas, ao longo dos anos, o sistema educativo tem-se adaptado àquilo que são as características da comunidade escolar, sejam elas quais forem. Atualmente, há um maior número de imigrantes, mas já tivemos que nos adaptar quando a escolaridade passou a ser obrigatória, quando passámos a integrar pessoas com necessidades especiais. O mais importante é garantir que damos as respostas necessárias”, frisa.
Segundo o responsável, “tem-se desenvolvido, quer nas escolas, quer pela tutela, um conjunto de trabalhos e projetos. O próprio sistema educativo vai dando novas propostas e despachos que permitem que as escolas adaptem a forma de trabalhar, no âmbito dos alunos que vão recebendo”. No caso dos alunos imigrantes, Luís Nóbrega explica que o agrupamento há muito que trabalha na integração destes estudantes.
(Ler mais na edição impressa desta sexta-feira, 02 de fevereiro, do Jornal do Centro)