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Nos últimos anos, Portugal tem visto aumentar significativamente o número de estrangeiros com a sua situação regularizada. Hoje são cerca de 800 mil, o dobro face a 2015. Números que refletem, por um lado, a abertura do país à diversidade e a atratividade das suas condições para acolher pessoas de diferentes origens, mas que, por outro lado, levam a um novo debate sobre políticas migratórias e o papel que os imigrantes têm atualmente na construção de uma comunidade nos seus aspetos económico e social. A imigração não é apenas uma questão demográfica, mas também uma oportunidade para enriquecer a sociedade, como se pode verificar nos exemplos que chegam de vários setores: no território, na economia, na educação e na arte e que a seguir damos a conhecer ao leitor
“Se mandarmos os imigrantes embora, neste momento, param todas as obras públicas, param metade das fábricas e uma data de trabalhos porque não há pessoas para trabalhar”. A reflexão é do presidente da Associação Empresarial de Mangualde, numa altura em que a discussão sobre a imigração ganha destaque. Pedro Guimarães culpa a baixa natalidade pela escassez de mão-de-obra em diversos setores e defende uma valorização das qualificações de quem chega a Portugal à procura de alternativas para viver e trabalhar.
O empresário fala do impacto positivo que os imigrantes têm para o desenvolvimento económico, principalmente nas regiões que sofrem com a interioridade.
“A PSA (agora Stellantis – empresa de produção de automóveis em Mangualde) é um manto de imigrantes, a nossa agricultura sobrevive com este manto, a construção civil também. Reforço a ideia inicial, se mandamos os imigrantes todos embora isto para mesmo porque não há pessoas. Veja quantas pessoas nasceram nos anos 70 e depois nos anos 90”, alerta, apelando a que as políticas de natalidade, “que não ganham eleições”, sejam efetivas.
(Ler mais na edição impressa desta sexta-feira, 02 de fevereiro, do Jornal do Centro)