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Rota do Românico: uma viagem inspiradora a lugares com História

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
04.02.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
04.02.24
Fotografia: Jornal do Centro
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 Rota do Românico: uma viagem inspiradora a lugares com História

São as propostas apresentadas pela Rota do Românico que em terras dos vales do Sousa, Douro e Tâmega, no coração do Norte de Portugal, dão a conhecer património arquitetónico de origem românica. Traços comuns que guardam lendas e histórias nascidas com a fundação da Nacionalidade e que testemunham o papel relevante que este território outrora desempenhou na história da nobreza e das ordens religiosas em Portugal. Ancorada num conjunto de bens patrimoniais de grande valor e de excecionais particularidades, esta Rota assume um papel no âmbito do turismo cultural e paisagístico, capaz de posicionar a região como um destino de referência do românico, estilo arquitetónico que perdurou entre os séculos XI e XIV. A Rota do Românico reúne, atualmente, 58 monumentos e dois centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega. Descubra aqui o que pode ver nos concelhos de Cinfães e Resende

Mosteiro de Santa Maria de Cárquere – Resende
Da construção românica do complexo monástico de Cárquere, de que prevalece ainda a organização espacial, apenas resta hoje, além da torre, a fresta da capela funerária dos Resendes.
A Cárquere liga-se o poder senhorial desta família, cruzando-se aqui também a história e a lenda, que atribui a fundação deste Mosteiro a Egas Moniz, o aio de D. Afonso Henriques, após o milagre da cura das pernas do primeiro rei.
A fresta do panteão dos Resendes apresenta, no interior, uma ornamentação geométrica e, no exterior, os motivos das chamadas “beak-heads” [cabeça de animal com um bico proeminente].
Os capitéis exibem representações de aves. Da medievalidade são ainda as imagens da Virgem de Cárquere e da Virgem do Leite. A primeira tem suscitado curiosidade pelas suas dimensões e, sobretudo, por ter sido encontrada, segundo a lenda, num local ermo próximo ao qual mais tarde se fundaria o Mosteiro.
A estrutura da Igreja mistura vários estilos: a abóbada nervurada e a janela da capela-mor são de cariz gótico, sendo o arranjo dos portais principal e lateral norte já de gosto manuelino.
As pinturas murais subsistentes na nave são do mesmo período da campanha manuelina e representam Santo António e Santa Luzia e um conjunto de anjos esvoaçantes.

Ponte da Panchorra – Resende
Implantada a cerca de 1000 metros de altitude, unindo as margens do rio Cabrum, a Ponte da Panchorra é um belíssimo exemplo de arquitetura vernacular [tradicional]. Ponte de dois arcos, apresenta aparelho regular nas aduelas [pedras que formam o arco] e irregular na silharia [pedras] da restante estrutura, o que pode indicar um trabalho de mestres locais ou regionais, destinado a suprir as necessidades de acesso da comunidade às suas propriedades agrícolas e silvícolas. Nesse sentido, distancia-se em importância e técnica às suas congéneres, edificadas a jusante, nomeadamente as pontes de Ovadas, Lagariça e Nova, quase na foz do Cabrum. Não deixa, porém, de ser um exemplo de infraestrutura comunitária. A travessia aproveita os afloramentos das margens do rio para apoiar os seus pilares, sobre os quais assenta o tabuleiro horizontal com guardas, conferindo-lhe a robustez necessária à passagem de carros agrícolas e à circulação de gado. Embora a Panchorra seja referida já nas Inquirições [inquérito administrativo] de 1258, só no século XVI se separou do termo de Ovadas, onde se situava o antigo centro religioso da freguesia medieval. Tornou-se, então, curato [paróquia], sendo a Ermida de São Lourenço o novo polo religioso.

Igreja de Santa Maria Maior de Tarouquela – Cinfães
A Igreja de Tarouquela é tudo o que resta de um mosteiro de monjas beneditinas que ali funcionou até ao século XVI. Fundado no século XII, foi na centúria seguinte, já sob a reforma beneditina, que se edificou o templo existente. É pela influência desta ordem religiosa que o românico chega a terras de Tarouquela, uma vez que nas igrejas beneditinas são frequentes temáticas escultóricas como animais antitéticos, dois homens com uma só cabeça, serpentes e sereias, entre outras. No exterior da Igreja destaca- -se o portal principal, cujo tímpano, decorado com um motivo floral, parece guardado por dois quadrúpedes de cujas mandíbulas pendem figuras humanas. Estas esculturas, que a população chama de cães de Tarouquela, parecem tratar- -se de representações destinadas a afastarem o mal. Também os cachorros evidenciam ornamentação fantástica, figurativa ou animal, como o exibicionista, oculto desde o século XV pela Capela de São João, hoje sacristia. Esta estrutura, que anuncia a introdução do estilo gótico, foi edificada entre 1481 e 1495, assinalando a relação deste mosteiro com as famílias senhoriais da região que, através das abadessas, aqui impuseram o seu domínio. No interior merece destaque a escultura da Virgem entronizada amamentando o Menino, do século XVI, e possivelmente proveniente de uma oficina de Bruxelas.

Igreja de São Cristóvão de Nogueira – Cinfães
A Igreja de São Cristóvão de Nogueira inclui-se no conjunto de edifícios classificados como de românico de resistência (tardio), embora os vestígios reaproveitados na atual estrutura, como o friso do lado norte, junto à torre sineira, indiquem uma transição entre os séculos XII e XIII. A sua implantação, a meia encosta, respeita a orientação canónica, desenvolvendo-se longitudinalmente em dois planos: a nave, maior, com a fachada voltada a oeste e a capela-mor, menor, com a cabeceira virada para este. Assumem especial destaque os portais principal e lateral. O primeiro inscreve-se na espessura do muro, sem colunas, mas cujas arquivoltas são ornadas pelo motivo de pérolas. O portal lateral sul chama a atenção pela originalidade da sua decoração: duas mãos cerradas colocadas sobre as impostas seguram uma chave e os pés-direitos apresentam motivos decorativos ou simbólicos, como um lagarto. O interior é marcadamente barroco, destacando-se o teto em caixotões de madeira policromada com 71 painéis de temática hagiográfica [vida dos santos].

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