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Polícias, militares e guardas prisionais são esperados em grande número esta quinta-feira (8 de fevereiro), no Rossio, em Viseu. As forças de segurança continuam a protestar por melhores condições laborais e têm-se feito ouvir um pouco por todo o país. Esta quinta feira é a vez da cidade de Viseu receber a manifestação junto à Câmara Municipal de Viseu, pelas 20h30.
Desde dezembro que, diariamente, vários elementos da PSP e GNR se têm juntado no Rossio, mas esta será uma concentração diferente.
“Normalmente, na vigília somos 30 a 40 elementos, para esta concentração são esperadas mais pessoas, vindas de todo o distrito”, explica o coordenador do centro da Associação dos Profissionais da Guarda, Rui Sousa.
Segundo o militar, este protesto servirá também para prestar apoio ao tenente Viana, o comandante em suplência da Companhia de Intervenção, Proteção e Socorro da GNR, que foi ouvido no início da semana devido à quantidade de elementos da sua companhia que apresentaram baixa, o que inviabilizou o jogo entre Vizela – Vitória S. C.
Rui Sousa lamenta que o Governo continue em silêncio, sem dar respostas concretas aos protestos. “Continuamos à espera de respostas e não das palavras que foram ditas ultimamente e que acabam por colocar mais lenha na fogueira”, frisou.
O militar sublinha ainda que esta situação “desmotiva e desmoraliza” as forças de segurança que, apesar de tudo, “vão continuar na rua”.
“O que se tem visto é que esta situação está a gerar mais união entre as várias forças e basta ver a dimensão das manifestações que aconteceram em Lisboa, com 15 mil pessoas, e no Porto, onde estiveram mais de 20 mil”, recorda.
Em todo o país, militares, polícias e guardas prisionais estão em luta para reivindicar melhores condições laborais, exigindo que o pagamento do suplemento de missão pago à Polícia Judiciária seja extensível às restantes forças da segurança.
“Já houve reuniões, já se disse muita coisa e os valores apresentados recentemente sobre o que recebemos não são reais, estão deturpados. Ao contrário dos 2500 euros mensais, a maioria recebe pouco mais de 1000€, já com descontos”, explica.
Rui Sousa lembra ainda que, apesar de não terem o apoio do Governo, são muitos os cidadãos “que se tem juntado à causa das forças de segurança e mostrado apoio”. “É um sinal muito positivo para todos os polícias, guardas e militares e isso dá-nos força para continuar”, finalizou.