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O presidente da Câmara de Viseu acredita que o anúncio da ministra da Agricultura de que é para avançar com a barragem de Girabolhos foram palavras de “ocasião” para “calar vozes”. Fernando Ruas diz quanto mais barragens melhor, mas lembra que a de Fagilde está em primeiro lugar.
“Lembro-me de um membro do mesmo governo dizer que havia Girabolhos, o outro a seguir veio dizer que não havia Girabolhos e a ministra da Agricultura agora veio dizer outra vez que há Girabolhos. Bem, eu acho que as barragens são necessárias, façam-se, mas Fagilde, que já foi o próprio governo a pagar o ante projeto e que está feito e entregue, e a APA já nos disse que é necessária a construção, então que se comece a construir”, sustenta o autarca social democrata.
Fernando Ruas aguarda que o ministro do Ambiente esteja brevemente a Viseu a anunciar esta infraestrutura e reitera que sendo defensor das duas, “Fagilde está muito mais adiantada a qualquer outra barragem”. Tem o pré-projeto feito, aprovado, pago pela administração central e com a palavra do ministro e não só, também dos seguidores aqui em público a dizer que a barragem de Fagilde vai ser uma realidade”, acrescenta.
A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, prometeu avançar com a construção da barragem de Girabolhos, em Mangualde. A garantia foi dada aos agricultores do Baixo Mondego, que reivindicavam o avanço do projeto cancelado em 2016 pelo Governo.
O porta-voz dos manifestantes, João Monteiro Grilo, disse que a ministra deixou algumas garantias em relação à barragem. “Não gosto de falar em vitórias, mas conseguimos sensibilizar e a senhora ministra anuiu e garantiu-nos que só falta o estudo e que já há verba para o arranque da barragem de Girabolhos”, disse.
Um projeto com vários anos (a adjudicação provisória foi feita em 2008), a barragem de Girabolhos está suspensa desde 2016, quando o Governo decidiu cancelar a sua construção alegando critérios jurídicos e financeiros, as expetativas dos municípios abrangidos, as metas das energias renováveis e a descarbonização da economia portuguesa.
Como compensação pela decisão de não dar seguimento à construção da barragem, os quatro municípios afetados – Mangualde, Nelas, Gouveia e Seia – receberam mais de 18 milhões de euros. As autarquias fizeram um conjunto de obras de requalificação de estradas e de estações de tratamento de água.