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Abílio Caessa tem 71 anos e é natural de Vildemoinhos, localidade em Viseu onde reside ainda hoje. Benedita tem cinco anos e é também natural de Vildemoinhos. Apesar dos 66 anos que os separam, os dois trambelos ficam um pouco mais próximos quando estão a fazer uma coisa: tocar bombo.
Ambos fazem parte dos Zés Pereiras de Vildemoinhos, grupo composto por quase 50 elementos que, por entre batidas de bombos e tarolas, faz a festa por onde quer que passe. Uma festividade em especial conta sempre, e obrigatoriamente, com a presença destes Zés Pereiras: as Cavalhadas de Vildemoinhos. De facto, Zés Pereiras e Cavalhadas misturam-se num só e a identidade de um passa pela identidade do outro. Os dois fazem parte de uma tradição que conta já com várias décadas e que se vai rejuvenescendo de geração em geração. Abílio e Benedita são prova disso.
“Vou fazer 51 anos nos Zés Pereiras de Vildemoinhos”, explica Abílio Caessa. Embora os Zés Pereiras só tenham sido criados oficialmente em 1979, o grupo existia já anteriormente de um modo informal. “Toquei sempre bombo. Algumas vezes ainda toquei tarola, que são as caixas, mas agora toco outra vez bombo”, afirmou Abílio, abrindo o baú de memórias mentais. “Na altura andavam a tocar uns com os outros na aldeia e só depois é que começaram oficialmente. Antigamente, os velhotes já tocavam os bombos aqui em Vildemoinhos. Depois aproveitámos e arranjámos aqui um grupo de Zés Pereiras.”
Na altura, eram cerca de 40 os membros que compunham o grupo no final da década de 1970.
(Para ler na íntegra na edição desta sexta-feira, 16 de fevereiro, no Jornal do Centro)