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O encerramento das urgências pediátricas no Hospital S. Teotónio foi o tema que aqueceu o debate esta manhã de segunda feira na Assembleia Municipal de Viseu. Houve acusações entre as bancadas partidárias, pedidos de responsabilidade e até o presidente da Assembleia Municipal interveio, não para colocar ordem, mas para deixar ainda mais confusão como acusaram os socialistas ao avisar que o presidente estava a ultrapassar as regras do regimento.
Tudo começou com o discurso da social-democrata Ana Paula Santana que para demonstrar o “estado da mação” apresentou como testemunhos algumas situações que terá ouvido de cidadãos.
“Os miúdos não tiveram aulas hoje… Greve dos professores. Não consegui testemunhar no julgamento do crime da vizinha pela 3ª vez… Grave dos funcionários judiciais. Após um ano à espera, a minha consulta externa de especialidade foi adiada… Greve dos enfermeiros. A cirurgia que há tanto esperava foi adiada… Greve dos técnicos de exames. O meu filho caiu e fez um traumatismo e teve de ir para Coimbra porque a urgência de Viseu estava fechada… Greve dos médicos”, exemplificou a deputada.
A estas acusações de que nada funciona, o deputado do PS, João Paulo Rebelo, deu exemplos contrários. Enquanto o socialista falava, levantou-se um burburinho na sala com toda a gente a levantar a voz de protesto, nomeadamente por causa do anúncio do encerramento do serviço de urgências de pediatria de sexta-feira a domingo, entre as 20h00 e às 08h00, durante o mês de março.
Um das vozes foi mesmo a do presidente da Assembleia Municipal. Mota Faria (PSD) começou a perguntar de quem era a responsabilidade pelo encerramento dos serviços e de que este é um assunto que merece o protesto de todos; João Paulo Rebelo lembrou-lhe que se queria usar da palavra teria de seguir o regimento, apontando que o problema está nos profissionais.
Pelo meio, Pedro Alves (PSD) contra argumentou e disse que a culpa é “da política” do PS.
Os ânimos acalmaram, mas a Assembleia Municipal voltou a “aquecer” no final com a intervenção de um cidadão.
Jacinto Oliveira foi queixar-se dos anos que já leva de pedidos para que a rua que serve oito habitações, em Silgueiros, seja composta. O cidadão disse tratar-se de uma “vergonha” o facto da reivindicação ainda não ter sido atendida e também de não ter recebido respostas aos pedidos de esclarecimento, uma situação que, frisou, já se arrasta há alguns anos. Com um discurso alterado pelos nervos, o cidadão usou ameaças veladas e de um palavreado que, quando o presidente da Câmara usou da palavra, classificou de “pouco digno”. Fernando Ruas disse que só por respeito é que não se levantou da mesa e se foi embora, pediu para que o cidadão moderasse a linguagem, lembrou que o tipo de questão que colocou deveria ter sido feita em reunião pública do executivo, mas não deixou o cidadão sem resposta. “Tenho a informação de que a rua tem projeto e está inserida nas empreitadas contínuas. Guarde as ameaças para outros sítios”, disse o autarca.