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Armando Mourisco, quinto elemento da lista do Partido Socialista (PS) pelo distrito de Viseu e não eleito nas legislativas de ontem, regressou esta manhã de segunda-feira (11 de março) à Câmara de Cinfães, a que preside desde 2013.
“Já cá estou. Precisava de vir trabalhar até porque não faz sentido nenhum ficarmos 40 dias suspensos só porque se é presidente de câmara e se pode interferir no ato [eleitoral] – quando nos recandidatamos à câmara não temos de suspender e, aí sim, podia interferir”, disse Armando Mourisco.
O autarca de Cinfães, que cumpre o terceiro e último mandato, defendeu que esta “é uma das lacunas da lei que deve ser alterada”, tal como já tinha defendido, em declarações à agência Lusa, quando suspendeu as funções, em 25 de janeiro.
Cinfães foi o único dos 24 concelhos do distrito de Viseu onde o PS ganhou à Aliança Democrática (AD), o que, no seu entender, “tem muito a ver com a forma como o executivo municipal trabalha e está com as populações”.
Também hoje, o presidente da Câmara de Sernancelhe, Carlos Santiago, , afirmando que vai manter-se no cargo, “até porque a [sua] vitória foi expressiva” nas últimas autárquicas em 2021.
Entretanto, também podem regressar às autarquias os presidentes das câmaras de Vouzela (Rui Ladeira) e de Armamar (João Paulo Fonseca), que ocuparam o quinto e o oitavo lugares da lista da AD por Viseu.
À semelhança de Carlos Santiago, os dois autarcas do PSD também suspenderam os mandatos autárquicos para poderem participar nas campanhas eleitorais.
Segundo os dados do Ministério da Administração Interna, a AD conseguiu 36,36% dos votos e ganhou em 23 dos 24 concelhos da região. O Chega foi o terceiro partido mais votado no distrito com 19,45%, o que já tinha acontecido em 2022, embora com 7,79%. O quarto partido mais votado no distrito foi a ADN, com 3,13%.
Dos oito deputados eleitos por Viseu, a AD elegeu três (António Leitão Amaro, Pedro Alves e Inês Domingos), o PS outros três (Elza Pais, José Rui Cruz e João Azevedo) e o Chega dois candidatos (João Tilly e Bernardo Pessanha). O PSD e o PS perderam um deputado cada um, em relação às legislativas de 2022.
Nas legislativas de domingo foram eleitos 11 presidentes de câmaras municipais que tinham suspendido o mandato para serem candidatos e que agora, caso aceitem serem deputados, ocuparão oito lugares na bancada do PSD e três na do PS.
A Aliança Democrática venceu as eleições legislativas de domingo, com 29,49% dos votos e 79 deputados, contra os 28,66% e 77 deputados alcançados pelo PS, quando ainda falta atribuir os quatro mandatos do círculo da emigração.
O Chega quadruplicou o número de deputados para 48, com 18,06% dos votos. A IL conquistou oito deputados (5,08%), o BE manteve os cinco deputados (4,46%), a CDU diminuiu o número de deputados para quatro (3,3%).
O Livre vai formar pela primeira vez grupo parlamentar, tendo conseguido alcançar quatro deputados (3,26%), enquanto o PAN mantém-se com um deputado (1,93%).
O Presidente da República vai ouvir a partir de terça-feira (dia 12) e até 20 de março os partidos e coligações que obtiveram representação parlamentar, começando pelo PAN e terminando na AD.