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22 de março
• Reunião de alguns membros do Movimento em casa de Vítor Alves. Presentes elementos dos três ramos das Forças Armadas: Melo Antunes, Otelo Saraiva de Carvalho, Hugo dos Santos, Almada Contreiras, Cunha Lauret. Melo Antunes dá a conhecer a primeira versão do programa político do Movimento, que merece a aprovação de todos os presentes. Devido à sua partida para os Açores, entrega o documento a Vítor Alves, para o trabalhar com o gabinete escolhido para o efeito. Combina ainda com Otelo Saraiva de Carvalho um telegrama em código que o informe do início das operações. Arquivo RTP
23 de março
• O jornal Le Monde publica uma extensa notícia sobre Portugal, assinada por Georges Dupuy, com o título: «Un processus de dégradation qui pourrait aboutir à um coup d’état militaire». • Encontro de Otelo Saraiva de Car valho com Rafael Durão. Expirado o prazo pedido pelos pára-quedistas, estes mantêm total reserva quanto à sua participação em qualquer ação militar. • Partida de Melo Antunes para os Açores, para onde foi transferido a seu pedido.
24 de março
• Última reunião da Comissão Coordenadora do Movimento, em casa do capitão Candeias Valente. Decide refazer o plano de operações de 12 de Março, dele encarregando Otelo Saraiva de Carvalho. O golpe é marcado para o período de 20 a 29 do mês seguinte.
• Otelo Saraiva de Carvalho fica encarregado da direção militar e Vítor Alves da direção política.
• Decide-se ainda interromper qualquer contacto por circular.
28 de março
• Marcelo Caetano na sua última «Conversa em família» assume um tom premonitório: “fica-me a tranquilidade de ter sempre procurado cumprir retamente o meu dever para com o país”.
29 de março
• Um forte aparato policial é montado no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, onde se realiza o I Encontro da Canção Portuguesa e durante o qual serão entregues os prémios atribuídos pela Imprensa no ano anterior. Participam no festival, entre outros, José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire, José Jorge Letria e José Carlos Ary dos Santos. A canção Grândola, de José Afonso, é entoada em coro pelo público que enchia o Coliseu e no fim milhares de pessoas gritam “abaixo a repressão!”.
31 de março
• Marcelo Caetano assiste ao desafio de futebol Benfica-Sporting. No seu livro Depoimento, publicado em 1974 afirma a propósito:” Quando o alto-falante anunciou que eu me achava no camarote principal, a assistência, calculada em 80.000 espectadores, como mov ida por uma mola, consagrou-me demorada ovação (…) e as informações que chegavam ao Governo também garantiam sossego geral e apoio ao regime”.
• Um Comité de Apoio à Luta do Povo Português ocupa durante 45 minutos o Consulado Português em Roterdão para protestar contra as “torturas de que é vítima Palma Inácio” preso pela DGS em Lisboa desde 26 de Novembro de 1973.
• O major Azevedo, em nome do Movimento, encontra-se com Carlos Albino, um dos responsáveis pelo programa “Limite”, emitido em tempo alugado à Rádio Renascença. Procura saber se o Movimento pode contar com aquele espaço radiofónico para emitir um sinal nacional de código para o desencadear das operações contra o regime. Carlos Albino não exclui essa possibilidade, mas pede que, doravante, qualquer contacto seja feito através de um civil.
• O PCP divulga um comunicado intitulado “A ditadura atravessa uma grande crise”. Nele transparece que alguns militantes estariam ao corrente das atividades do Movimento.
• O PCP-ml realiza uma conferência da qual resulta uma cisão no partido.
• Onda de greves em empresas da zona de Lisboa em apoio às reivindicações dos empregados de seguros de Lisboa.
Fonte: Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra