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A generalidade dos percursos pedestres inserem-se em espaços de elevado valor histórico, cultural, patrimonial e paisagístico, que para além de proporcionarem aos seus praticantes os benefícios para a sua saúde e bem-estar, potenciam turística e economicamente as regiões onde estão inseridos. E este não é exceção
O Caminho dos Monges é um projeto supramunicipal que envolve dois municípios, Lamego e Tarouca, tendo uma extensão total aproximada de 42 quilómetros, cerca de 19 no concelho de Lamego e 23 no concelho de Tarouca. No total, estão presentes 27 pontos de interesse, só no que respeita a património edificado. No entanto, é também através da grande diversidade de fauna, flora, parques ribeirinhos e da possibilidade de degustação das melhores iguarias do território, como são exemplos os espumantes do Vale do Varosa, de Tarouca e Lamego, os vinhos do Porto e os vinhos de mesa do Douro, que o Caminho dos Monges se torna um projeto tão enriquecedor.
A presença dos Monges de Cister no Vale Varosa é prova irrefutável da importância deste território ao nível regional, nacional e internacional.
Dom Afonso Henriques havia proclamado Portugal como país em 1139 porém naquele tempo o estatuto de país carecia de reconhecimento papal.
São Bernardo Claraval, o mentor da Ordem de Cister, tio do Primeiro Rei de Portugal, sabia que a fundação de um convento no território português era fundamental para sensibilizar o Papa Alexandre III a reconhecer Portugal como um país de pleno direito.
Assim nasce o Mosteiro de S. João de Tarouca, o primeiro Mosteiro Cisterciense, o início do Caminho dos Monges. A partir daqui, fique a conhecer a Portagem Medieval da Ponte e Torre de Ucanha, apreciar o imponente Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, visitar a Capela de S. Pedro de Balsemão ou percorrer o traçado da épica linha de caminho-de- -ferro entre Régua e Lamego .
O Caminho dos Monges representa, por isso muito mais do que um projeto de promoção turística territorial e de valorização do interior, é um projeto de cariz cultural que pretende associar as vivências seculares dos Monges, à riqueza patrimonial e histórica da região que é Património da Humanidade, à grandeza única dos vales do rio Varosa e Douro, apresentando- se como um conteúdo diferenciador para um maior engrandecimento do Douro, ligado à génese do Vinho do Porto, e constituindo-se como o primeiro grande caminho de ecoturismo cultural nacional.
Património enogastronómico
Terra de sabores com tradição, Lamego e Tarouca convidam-no a provar os melhores pratos, servidos com os melhores licores, vinhos e espumantes.
Lamego, terra de sabores e tradições, possui uma gastronomia ímpar, um paraíso de boa e diversificada comida, desde os pratos à doçaria tradicional. O coelho bravo, o cabrito assado, bem como os deliciosos petiscos de presunto, as bôlas (fiambre, presunto, vinha d’alhos, atum, frango, sardinha e bacalhau), os enchidos de porco, o biscoito da Teixeira, os “Lamegos”, entre outros, e as sumarentas frutas presentes nos pomares que se perdem de vista ao longo das encostas solarengas das terras do Douro são apenas algumas iguarias que deliciam o cliente mais exigente.
Em Tarouca a escolha também se assemelha difícil, para prato principal, é só escolher entre a marrã, o bazulaque, os milhos, a chanfana, o cabrito assado com arroz do forno, as trutas do rio Varosa ou os rojões de porco. À sobremesa vale a pena provar e deliciar- -se com os bons sabores da doçaria tradicional, acompanhados pelo licor da baga de sabugueiro.
Para finalizar, um brinde com uma taça do famosos espumante da região, Raposeira e Murganheira, produzidos com as melhores castas.
Fonte: Caminho dos Monges