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Há quatro nomes que representam o distrito de Viseu nas listas dos partidos às eleições europeias que se realizam a 9 de junho. Ricardo Morgado (AD), Lúcia Silva e Sofia Pereira (PS) e Leonel Ferreira (CDU) são os candidatos que integram as escolhas dos respetivos partidos. Tendo em conta os resultados de há cinco anos, nenhum está em lugar elegível. No distrito de Viseu, há cinco anos, só 30 por cento dos eleitores foram às urnas.
Ricardo Morgado, até agora presidente da Assembleia Municipal de Lamego, é o único, para já, com experiência parlamentar europeia ao assumir agora o lugar de eurodeputado com a saída de vários elementos para o governo. O advogado aparece em 16.º lugar na lista apresentada pela AD e que é liderada pro Sebastião Bugalho.
Já Lúcia Silva, presidente da Concelhia de Viseu do PS e que ficou de fora dos deputados eleitos para a Assembleia da República, ocupa a 14.ª posição, enquanto que Sofia Pereira, presidente da JS Distrital de Viseu está em lugar de suplente. Os socialistas avançaram com a ex-ministra da Saúde, Marta Temido, como cabeça-de-lista.
Na lista apresentada pela CDU, e que é liderada por João Oliveira, está Leonel Ferreira. O enfermeiro, de 54 anos, aparece em 27.º lugar.
Há cinco anos, em 2019, o distrito de Viseu deu a vitória ao PS (32,57%). O PSD teve 30,66 por cento da votação, seguindo-se o BE com 7,61.
A abstenção foi quase de 70 por cento. Dos 348,484 inscritos, apenas votaram 106.409 eleitores. Em 2014 foi o PSD em coligação com o CDS que conquistou a maioria dos votos no distrito de Viseu e na altura elegeu Fernando Ruas para o Parlamento Europeu, ele que tinha acabado de deixar a liderança da autarquia de Viseu, à qual regressou agora em 2021.
A campanha para as eleições europeias arranca no dia 27 de maio e prolonga-se até 7 de junho. Vão ser eleitos 720 eurodeputados dos 27 países da União Europeia. Portugal elege 21 eurodeputados, menos um do que há cinco anos. Na altura, os resultados ditaram 9 representantes para o PS, seis para o PSD, dois para o BE e outros dois para a CDU, um para o CDS e um para o PAN.
E de acordo com um estudo, os portugueses vão votar nas eleições europeias com base nos programas eleitorais (41%), numa altura em que um terço dos inquiridos apontam para a ausência de informação e, por isso, não tenciona ir às urnas.
De acordo com um inquérito realizado entre 18 e 21 de março pela Euroconsumers, organização europeia de defesa do consumidor, e que abrangeu 1003 portugueses, 56% dos portugueses sentiam-se ainda mal informados sobre os programas eleitorais dos grupos políticos com assento no Parlamento Europeu.
Cerca de um terço dos inquiridos não pretende ir votar e justifica a ausência de informação disponível como um dos principais motivos.
“A decisão sobre o partido a votar é tomada com base na informação dos programas eleitorais (41%) ou seguindo a cor política que apoiam ao nível nacional”, apontam os resultados do inquérito realizado no âmbito das eleições ao PE.
Sobre a função e o modo de funcionamento da UE, apenas 24% dos portugueses mostram estar bem informados, face a 19% que revelaram um desconhecimento generalizado acerca da UE.
Entre os quatro países envolvidos no inquérito – Bélgica, Espanha, Itália e Portugal – os portugueses são os que avaliam mais positivamente a atuação da UE nos últimos cinco anos (39% em Portugal, face a 26% de média nos quatro países analisados).
Em especial elogiam a atuação durante a pandemia de covid-19, cuja gestão 68% dos inquiridos portugueses consideram positiva.
Entre os aspetos mais criticados em Portugal sobre a atuação da UE estão a inflação e o custo de vida (73% avaliam negativamente em Portugal face a 65% em média nos quatro países), a imigração (52%; 63%), a guerra Israel/Palestina (45%; 53%) e a guerra na Ucrânia (36%;45%).
Já as maiores preocupações futuras dos inquiridos em Portugal, em que a confiança na UE é baixa, são a inflação e o aumento do custo de vida (71%, face a 64%, em média, do total dos 4 países), a guerra na Ucrânia (60%; 47%), uma possível nova guerra mundial (56%; 45%), o conflito entre Israel e a Palestina (51%; 40%) e as alterações climáticas (49%; 45%), sublinha a entidade europeia de defesa de consumidores na nota de imprensa.
O inquérito revela ainda que, sobre as ações que a UE tem vindo a tomar, os portugueses destacam como temas muito importantes a exigência que aquela tem feito às redes sociais para a proteção dos menores (80%), assim como medidas de cibersegurança mais restritivas que protegem os aparelhos conectados à Internet (76%).