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O cabeça-de-lista da CDU às Eleições Europeias de 9 de junho lamenta que Portugal esteja a ser empurrado para uma situação de retrocesso económico e social e que é necessário, no Parlamento Europeu, reivindicar não só o fim das exigências que são feitas a Portugal, como reclamar “os meios e os recursos para fazer face às necessidades”. Para João Oliveira, que passou a quinta-feira no distrito de Viseu, os portugueses estão “com condições de vida cada vez mais difíceis” e há “emigração forçada dos jovens”, aliada a uma “dependência externa do nosso país”.
O candidato lembra que os fundos comunitários não são uma benesse e aquilo que Portugal recebe é devolvido e “com juros”.
“Os fundos comunitários estão decididos como uma forma de compensar os países que sofrem impactos negativos, contribuindo para esses fundos os países que retiram os benefícios das políticas da União Europeia, do mercado único, das políticas comuns. Nós sabemos que o pilar de coesão da União Europeia tem sido esquecido e secundarizado”, afirma.
E João Oliveira quantifica em relação a Portugal: “Desde 1996 entraram em Portugal 102 mil milhões de euros em fundos comunitários e sairam do país em juros, lucros, dividendos e rendas que foram parar ao estrangeiro 126 mil milhões de euros. Ou seja, esta ideia de que nós beneficiamos de fundos da União Europeia é uma ilusão. Eles não chegam sequer para compensar aquilo que nós perdemos em consequência das políticas comuns, das regras do mercado único”.
Um exemplo, segundo o candidato, foi dado pelos agricultores em Lamego onde esteve antes de uma ação popular no Rossio, em Viseu, ao final da tarde.
“Quando os agricultores nos dizem que não conseguem vender a batata que produzem porque entra na União Europeia batata do Egito mais barata e vêem as suas produções arruinadas e acabam por desistir, nós vemos aqui um dos exemplos mais flagrantes daquilo que significa o prejuízo para o nosso país em resultado das políticas que a União Europeia faz, neste caso a política comercial em que se entregam os nossos setores produtivos como moeda de troca aos mercados que se abrem para a produção industrial da Alemanha, da França, da Itália ou da Espanha”, exemplifica.
O cabeça-de-lista frisa que em causa nestas eleições está o futuro que se quer para Portugal que está na União Europeia, que impacta no dia a dia dos portugueses, mas que precisa de “políticas que ponham o país a produzir, aproveitando os seus recursos, as suas capacidades e criando condições para satisfazer as necessidades do povo e do desenvolvimento do país”.
“O que nós temos de exigir é não só o fim de imposições que nos são feitas, mas também reclamando lá os meios e os recursos para nós podermos fazer face a essas necessidades. Aliás, uma das batalhas essenciais que vamos ter pela frente nos próximos anos é a ameaça da redução do orçamento”, reclama.
As eleições para o Parlamento Europeu, em que os eleitores dos 27 Estados-membros escolhem os 720 deputados, decorrem entre 06 e 09 de junho. Em Portugal, a votação está marcada para dia 09, escolhendo-se os 21 representantes nacionais no hemiciclo europeu.
A abstenção em Portugal nas últimas eleições europeias, em maio de 2019, foi a mais alta registada no país, 68,6%, um resultado que representantes do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia em Portugal classificaram como “frustrantes” e “dolorosos”, até porque foram contra a tendência registada nos restantes Estados-membros.
Os eleitores portugueses vão poder votar no dia das eleições para o Parlamento Europeu, 09 de junho, em qualquer parte do país, ou também na véspera, se estiverem no estrangeiro. O chamado voto em mobilidade é a grande novidade deste ato eleitoral e significa que “qualquer pessoa vai poder votar em qualquer sítio do mundo, onde houver uma mesa de voto”, como explica a Comissão Nacional de Eleições.