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Passavam alguns minutos das 15h00 quando se começaram a ver as primeiras movimentações no edifício da Segurança Social, em Viseu. Aos poucos, dezenas de pessoas iam saindo do edifício e eram agrupadas tendo em conta o piso onde se encontravam. De forma ordeira, e calma, 259 pessoas foram retiradas do interior de um dos edifícios mais complexos da cidade de Viseu. São 15 andares numa estrutura antiga e que, diariamente, alberga centenas de pessoas.
No 8º piso um incêndio deflagrou e, apesar da primeira reação, as chamas descontrolaram-se e obrigaram a que fossem pedidos reforços e meios de socorro. A chamada, feita para o 112 pelo coordenador de segurança do edifício, mobilizou dezenas de operacionais que em pouco tempo acorreram ao local. Carros de combate a incêndios, ambulâncias, carros da PSP e da Polícia Municipal começaram a chegar e a preocupação de quem passava na rua era visível.
Ninguém arredou pé, mas muito não sabiam que o que estavam a presenciar não era um incêndio real, mas um simulacro que pretendeu testar o plano de segurança e de medidas de autoproteção do edifício. Incêndios, acidentes, sismos ou atentados são cenários que podem acontecer e é preciso que todos estejam capacitados para reagir.
Integraram este exercício à escala total, que envolveu 35 agentes de proteção civil, apoiados por 10 viaturas, os Bombeiros Sapadores e os Voluntários de Viseu, INEM, Linha 112, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Cruz Vermelha – Centro Humanitário Vale do Dão, PSP e Polícia Municipal
Dentro do edifício estavam bombeiros, INEM e Cruz Vermelha que procederam ao combate às chamas e ao socorro de possíveis vítimas e cá fora as autoridades garantiam que os acessos ao edifício estavam encerrados.
Do simulacro resultaram dois feridos simulados e um ferido real. Um bombeiro acabou por se sentir mal e foi assistido no local.
“Foi tudo tal e qual uma situação real. Houve um incêndio de causa desconhecida, internamente detetaram, avisaram o delegado de segurança que ligou 112, o 112 encaminhou a mensagem para o INEM e para a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, nomeadamente o comando sub-regional, para a sala municipal de gestão de operações, corpos de bombeiros, polícias”, explicou aos jornalistas o Comandante de Operações (COS), Rui Nogueira.
Segundo o operacional, o exercício começou há alguns meses com o planeamento junto da Segurança Social e os serviços de saúde da Unidade Local de Saúde Viseu Dão-Lafões.
“Este foi um exercício à escala total para capacitação e validação do plano de segurança e de medidas de autoproteção deste edifício. Empenhamos 10 veículos e 35 operacionais, meios e canais de informação que responderiam numa situação real”, frisou.
Rui Nogueira destacou a complexidade do edifício e a necessidade em capacitar todos os que o frequentam para saberem reagir numa situação real.
“É um edifício de grande complexidade e isso merece a nossa máxima atenção, daí que tenhamos dedicado aqui um especial cuidado ao planeamento e exercício deste simulacro. Num exercício e edifício como estes, importa acima de tudo capacitar todas as pessoas que cá trabalham para comportamentos adequados numa situação de emergência. Em termos de complexidade operacional já temos outras questões, são 15 andares, é um edifício antigo e obriga a um esforço muito grande por parte dos operacionais”, disse.
Mas, apesar de toda a complexidade, o balanço foi positivo. “O objetivo foi cumprido na íntegra, fruto da formação e do investimento que tem sido feito nesta área. Todas as pessoas souberam lidar com a situação de emergência”, garantiu.
Rui Nogueira explicou ainda que além deste edifício, há outras estruturas que merecem uma maior atenção por partes dos agentes de proteção civil e que, por isso, “é importante um trabalho de proximidade entre todos”.
“Este e outros edifícios de 4º categoria de risco, assim como o hospital e outros, merecem a nossa especial atenção. Trabalhamos muito próximo com as entidades gestores naquilo que são os processos de planamente, preparação, capacitação dos profissionais. Acompanhamos muito de perto e é a forma que temos de responder melhor numa eventual necessidade. Mas mais importante do que todo o bombeiro conhecer o edifício, é este trabalho de cooperação entre as entidades que têm estado a funcionar bem”, concluiu.
Também o presidente do conselho de administração da ULS, Nuno Duarte, sublinhou o trabalho de cooperação entre todas as entidades.
“Tem que haver uma grande proximidade entre as administrações destes edifícios e as entidades que participam no combate. O êxito deste simulacro revela a grande proximidade entre todas as instituições”, disse.
Nuno Duarte explicou ainda que este exercício enquadra-se no trabalho feito na promoção da segurança dos edifícios e de quem os utiliza.
“A ULS tem vindo a desenvolver desde há uns anos, um esforço muito grande na capacitação dos funcionários para estas situações que podem ocorrer. Já tínhamos feito o simulacro nos hospitais de Viseu e Tondela e em breve faremos em Abraveses. Desde janeiro, com a entrada dos cuidados de saúde primários, foi dada continuidade aos trabalhos que já tinham sido desenvolvidos pelos cuidados primários neste âmbito de formação e realização de simulacros”, frisou.