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O Centro de Apoio a Pessoas com Alzheimer e Outras Demências de Viseu assinala dez anos de atividade e anuncia que faz agora parte da associação internacional Alzheimer Disease International (ADI), uma das entidades a nível mundial que dedica a sensibilizar e educar ara a doença.
“Em 10 anos de existência, tanto mudou no nosso centro, ao mesmo tempo que a sua matriz inicial, de atenção centrada na pessoa com demência, se consolidou”, começa por referir José Carreira, presidente das Obras Sociais em Viseu, entidade que desenvolve esta iniciativa.
Numa década, partindo do apoio de duas entidades de referência nesta área – CRE Alzheimer Salamanca e a Alzheimer Portugal – de um gabinete de apoio com uma secretária, um telefone, uma folha de papel, uma caneta e uma cadeira, onde se procurava ser uma primeira linha de resposta e de apoio aos familiares e cuidadores formais e informais de pessoas com demência, o centro de Viseu passou a ser um espaço de desenvolvimento de intervenções psicossociais (Grupo de Suporte para Cuidadores) e de terapias não farmacológicas complementares às terapias medicamentosas convencionais (Treino e Estimulação Cognitiva Individual e em Grupo, Terapia Multissensorial Snoezelen, Terapia da Reminiscência).
“Saímos também do gabinete indo ao encontro da população no sentido de dar a conhecer, informar, sensibilizar, rastrear e prevenir o surgimento das demências, contribuindo para a desmistificação de estereótipos e crenças erróneas associadas a estas síndromes, para a literacia em saúde mental e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas de mais idade”, conta José Carreira, destacando também as iniciativas realizadas em parceria com outras entidades.
Uma das atividades é o Café Memória Viseu (com a parceria com a Alzheimer Portugal, a Escola Superior de Educação de Viseu e a Câmara), que conta já com nove anos de existência.
Segundo José Carreira, “é muito relevante que Portugal passe a estar representado na Alzheimer’s Disease International (ADI), a maior entidade mundial dedicada a aumentar a sensibilização, desafiar o estigma e apelar para que a demência seja a prioridade de saúde global que precisa de ser, face ao número de pessoas que vivem com a doença e às projeções avassaladoras que levaram a CEO da ADI a alertar para o “tsunami” que os países terão que enfrentar, caso não se preparem convenientemente e se insistirem em não querer desenhar, aprovar e implementar, de fato, Planos Nacionais para as Demências.”
Já Emília Vergueiro, neuropsicóloga do Centro, deixa um esboço do que tem sido o caminho já percorrido. “Sinto muita gratidão e um grande orgulho pelo que até agora foi alcançado, pela transformação crescente e que nunca terá fim, e desejo que possamos continuar a ter uma rede de suporte, cada vez mais reforçada que nos permita continuar neste caminho de evolução, ruma a uma sociedade melhor e verdadeiramente inclusiva de todos os cidadão.”