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Entidade gestora do Estabelecimento Dr. Victor Fontes desde 1995, a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental Viseu (APPACDM) é uma das principais responsáveis do distrito, no que toca a dar resposta a problemas sociais como a baixa acessibilidade. Com uma gama de serviços especializados, a APPACDM responde às necessidades das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, promovendo uma maior autonomia na mobilidade através de serviços como: fisioterapia, terapia ocupacional, realização psicomotora e psicomotricidade.
“Quando falamos de mobilidade reduzida, falamos de uma grande amplitude de necessidades, não apenas as pessoas que se deslocam sozinhas em cadeiras de rodas, como pessoas que se deslocam muitas vezes em cadeiras de rodas eletrónicas, pessoas que se deslocam em cadeiras de rodas que precisam de uma terceira pessoa para ajudar na sua mobilidade, pessoas que utilizam tecnologias de apoio que ajudam a mobilidade, como por exemplo andarilhos ou uma simples bengala. Há uma amplitude grande, muito grande, em termos de necessidades relativas à mobilidade”, afi rma João Gregório, fisioterapeuta da APPACDM.
A entidade também fornece apoio, consultoria e aconselhamento às famílias e às pessoas com mobilidade condicionada. Desta forma, não só permitem adquirir o produto de apoio mais adequado à condição de cada indivíduo, como também desenvolvem a sensibilização e a consultoria nos espaços escolares do município.
“A instituição tem desenvolvido inúmeros projetos ao longo dos últimos anos para tentar que as condições de mobilidade e acessibilidade sejam melhoradas nos edifícios e nos espaços, nos transportes, nas habitações, e isso vai-se traduzir numa melhoria da funcionalidade e num aumento da participação dessas pessoas em todas as suas rotinas e atividades diárias”, informa, por seu lado, Carlos Silva, terapeuta ocupacional e diretor Técnico da APPACDM.
Já a Associação de Paralisia Cerebral de Viseu (APCV) nasceu em 1982 através da necessidade de apoiar crianças e jovens com Paralisia Cerebral no Distrito de Viseu. Organização de referência no distrito de Viseu, esta promove a reabilitação e tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida dos seus utentes e famílias.
“Eu penso que é responsabilidade de todas as organizações públicas, privadas e, já agora, de todas as pessoas, criar formas de identificar e eliminar as várias barreiras. Se todas as organizações tivessem um plano para as acessibilidades, isto é, fizessem um diagnóstico de quais as barreiras que têm internamente e externamente, tudo seria mais fácil”, refere Armando Torrinha, presidente da Direção da APCV.
E reforça: “Em termos de acessibilidade é assim, acho que é necessário ver por parte de todos, porque isto não é só responsabilidade do município, não é só responsabilidade do Governo, nem é só responsabilidade das diretrizes que vêm da Europa. Somos todos cidadãos e todos merecemos ter os nossos direitos respeitados”.
Esta posição defende que o problema está no meio e não na pessoa que tem deficiência, uma vez que se o meio e o ambiente forem adequados, também haverá uma maior inclusão. A instituição possui uma grande preocupação em preparar tanto os seus técnicos e especialistas, como a comunidade do município em que está inserida, utilizando infraestruturas que possuam um design universal, adaptado a qualquer tipo de situação.
“Tem de haver uma maior preocupação em capacitar, sejam os técnicos, seja também a sociedade. E também a questão do design universal, ou seja, a conceção de objetos, equipamentos e estruturas para serem utilizados pelas pessoas, de modo a simplificar também a vida de todos, seja qual for a sua idade. É necessário que esse design seja o mais inclusivo possível, e se houver essa preocupação, penso que acaba por ser um instrumento mais privilegiado para a inclusão social”, explica Armando Torrinha.