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Largo da Sé: um espaço de debate para que essas pessoas possam falar entre elas

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29.06.24
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 Largo da Sé: um espaço de debate para que essas pessoas possam falar entre elas

A PROVISEU é uma associação com muitas décadas de existência, mas este ano voltou a intensificar a sua ação. Porquê esta necessidade?
Os objetivos estatutários da PROVISEU mantém-se. E se na altura em que foi constituída havia muitas necessidades em Viseu e na região, coisas tão simples como o saneamento básico ou acessibilidades, que foram dificuldades que existiam na altura e foram ultrapassadas, é evidente que hoje as necessidades são diferentes, mas não deixam de ser igualmente ou até mais importante para Viseu e para a Região. A PPROVISEU já tem debatido em muitos palcos várias situações. No passado, por exemplo, teve papel ativo até na questão do ensino superior em Viseu. Hoje procuramos reforçar aquilo que os viseenses sentem e pretendem para a cidade e para a região. Recriamos um bocado aqui este projeto que foi o Largo da Sé que tem dado frutos.

A que nível?
O principal diria que é termos conseguido colocar as pessoas a pensar nos assuntos. E se nós conseguimos juntar um grupo de pessoas que têm interesse sobre um assunto, que têm vontade de falar sobre esse assunto, que têm uma palavra a dizer e que sabem do que estão a falar como foi, por exemplo, a última sessão sobre arte e cultura… e repare tivemos aqui um grupo que sabia do que estava a falar, que sente na pele diariamente as dificuldades nesta área e que demonstrou que as pessoas juntas conseguiram discutir as necessidades do seu dia a dia.

É fácil conseguir público para assistir a estas iniciativas e acredita que o que se discute ou debate é, depois, perceptível para a sociedade? E palestrantes?
Não é fácil por vários motivos conseguir chamar pessoas a vir falar sobre estes temas e pessoas para participarem enquanto público. Quando selecionamos os palestrantes é pelo papel que têm nos temas a abordar. Há gentes que por um ou outro motivo entendem por bem comparecer. Relativamente ao público eu acho que conseguimos atingir não o público em geral, mas aquele que tem interesse nas temáticas que abordarmos.

Nas iniciativas do Largo da Sé já se falou de integração, migração, património, cultura. São temas transversais na sociedade. Mas há algum que seja específico de Viseu e seja necessário colocar na ordem do dia e a PROVISEU ser a rede para essa discussão?
O último debate, como referi, foi arte e cultura. A PROVISEU gere o Conservatório de Música e temos uma palavra privilegiada a dizer nessa matéria. Mas nós não fazemos os debates com a prata da casa, fazemos convidando agentes económicos e sociais que realmente possam acrescentar valor ao debate. Não queremos intervir em matérias que não são só as nossas, queremos, sim, providenciar um espaço de debate para que essas pessoas possam falar entre elas. Eu volto um pouco atrás, à pergunta sobre quais os resultados desta iniciativa para dizer que são bons no sentido que transmitimos, quer seja através dos comunicados de imprensa ou notícias que são feitas, as conclusões dos debates, agora se isto chega a quem tem o poder de decisão… bom, nada mudou nos últimos 40 a 50 anos.

A PROVISEU já podia entregar um caderno de encargos aos decisores com um diagnóstico das necessidades e soluções nas áreas que já estiveram em debate?
Enquanto presidente da Associação já tive a oportunidade de fazer um caderno de encargos, precisamente para o Jornal do Centro, sobre aquilo que o novo governo que saísse das eleições de março deveria fazer. Nós gostaríamos de publicar estas conclusões, dar-lhe seguimento. Mas volto a dizer, havendo interesse, as pessoas conseguem chegar a essas conclusões, nomeadamente os decisores da região e de Viseu.

Referiu que a PROVISEU atuou quando, há mais de uma década, se discutiam acessibilidades, universidade pública, faculdade de medicina… A região continuamos a ter problemas que ainda não tiveram resolução e outros que, entretanto, apareceram. A associação pode voltar a ser aqui o agente impulsionador e agitador em assuntos como IP3, saúde e até mesmo, ainda, ensino?
Eu acrescentaria ainda a quarta dificuldade nacional que tem a ver com a habitação. Nós queremos dar apenas um contributo, não somos donos da organização deste tipo de iniciativas. Mas tal como no passado todo o contributo que podemos dar para resolver os problemas que Viseu e a região têm podem contar com a PROVISEU como agentes dinamizadores para que a sociedade civil no exercício de cidadania possa avaliar e pensar nos problemas que aqui existem.

Quem faz a PROVISEU?
A associação integra pessoas de diversas áreas. Gostamos de pensar que somos pensadores, mas, acima de tudo, somos pessoas preocupadas e atentas. Temos muitos projetos na manga, mas temos dificuldades em concretizá-los.

Que projetos são esses e quais as dificuldades?
Dou um exemplo: nós iniciámos um trabalho que tem a ver com a caracterização sócio-económica de Viseu e da região, de uma forma muito analítica e transparente. É um trabalho, já iniciado, que tem uma forte componente científica. Gostávamos de constituir um site que fossemos uma espécie de Pordata aqui da região de Viseu. É um trabalho que implica a congregação de muita informação. A informação existe, mas se trouxermos isto para a escala do concelho ou da região conseguimos ter outra visão mais concisa e sem ruído. A dificuldade aqui é que nós, como muitas outras entidades, temos problemas ao nível dos recursos humanos. Temos o know-how, pessoas motivadas para fazer este trabalho, mas tem faltado tempo…

E dinheiro?
Recordo que nós somos uma associação sem fins lucrativos, portanto as pessoas que estão a desenvolver este trabalho estão a fazê-lo na base do voluntariado. Aqui a questão do dinheiro não se coloca. Mas, enquanto PROVISEU e associação que gere o Conservatório, a questão do dinheiro já se coloca para a sua gestão. O Conservatório tem um contrato de patrocínio com o Estado que poderá estar em risco.

Falta de financiamento?
Nós corremos o risco, eu já fiz alerta, de perdermos o ensino especializado artístico em Viseu. Há contrato programa, abrem os concursos, só que os valores são os mesmos que eram na altura da troika. Neste momento, entretanto, temos inflação, temos a evolução salarial e profissional dos professores que é a maior despesa porque nós cumprimos com todas as regras legais a que estamos obrigados, ma o valor de financiamento do ensino artístico é o mesmo de há 15 anos. Isto vai chegar a altura em que a bolha rebenta. Este é o grande perigo. Este é um problema não só de Viseu, é a nível nacional. A desvantagem de Viseu é que sendo um Conservatório dos mais antigos, tem um quadro de pessoal docente mais experiente e sendo mais experiente é o mais caro. Se fosse um conservatório recente, o problema seria amenizado. Não é o nosso caso.

Mas a continuação do Conservatório pode estar em risco?
Pode estar aqui em risco o ensino a cerca de 400 alunos que estão no ensino articulado e que se nós tivermos de fechar a casa por falta de financiamento ou não conseguirmos assumir as nossas responsabilidades perante os trabalhadores da casa, esses miúdos ficam sem o ensino artístico da música porque aqui não há outra resposta. Obviamente, que ninguém deseja isto e acredito que o governo também não deseja isto. O que é um facto é que desde há 15/16 anos nenhum governo fez a atualização dos valores e teve sensibilidade para esta matéria. Devo dizer que não é o primeiro caso de conservatório a entregar as chaves da casa ao Ministério da Educação.

Aqui está uma boa matéria para a PROVISEU colocar na agenda…
Este é um problema que não é de agora. A PROVISEU, através da Ensemble (associação de nível nacional), tem estado a fazer pressão junto do poder político. A sociedade podia-se unir ou manifestar-se relativamente a isto? Podia, mas estamos a tentar de uma forma integrada com todos os conservatórios de Portugal chamar os nossos governantes à razão.

E o Largo da Sé é para continuar?
O Largo da Sé tem mesmo de continuar. Se há uma conclusão que tiramos daqui é que há pessoas que sabem dos assuntos, entendem os problemas, têm ideias para soluções. Precisam é de conseguir falar disso num fórum que seja independente e específico. Temos pessoas de muito valor, o ativismo está mais vivo do que nunca e se há pessoas que têm um sentido cívico e sentem a obrigação de dar este contributo à sociedade é um desperdício não aproveitarmos.

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