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A força de uma mãe também se mede na clandestinidade

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05.05.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Covid-19: os números e as tabelas da pandemia
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 A força de uma mãe também se mede na clandestinidade

No dia 5 de maio celebra-se o Dia da Mãe, exatamente 10 dias depois de se ter comemorado os 50 anos do 25 Abril, entoando valores como a liberdade e a força coletiva. Mães adolescentes, mães em idade mais avançada, mães biológicas, mães adotivas, avós-mães ou mesmo outras parentes ou figuras amigas que tiveram de desempenhar o papel de mães. Existe mais do que uma maneira de ser a figura materna de alguém.

Há, inclusive, quem tenha sido mãe enquanto lutava precisamente por uma centelha que desse início há Revolução dos Cravos. É o caso de Maria da Graça Pinto, conhecida como “Magaça”. Nascida em 1950, Magaça viveu na clandestinidade entre fevereiro de 1973 e o 25 de Abril de 1974. Em dezembro desse mesmo ano, no dia 25, foi mãe pela primeira vez, com a chegada de Rita. A próxima filha, Mariana, viria a nascer sete anos depois, em 1980.

Na clandestinidade, Magaça partilhou uma casa com um companheiro na luta contra o regime, também ele na clandestinidade. Realizavam tarefas como a impressão e distribuição de folhetos. A cumplicidade e partilha do mesmo espaço deu origem a uma relação amorosa e Magaça acabou por engravidar. “Sabia que era complicado, porque ter um bebé na clandestinidade implica ter uma gravidez complicada, não havia facilidade de ir a um obstetra”, explicou Magaça ao Jornal do Centro.

“Sabia que depois de nascer era muito complicado para a criança porque a partir do momento em que começasse a falar, em muitos casos, as crianças tinham de ser encaminhadas para a família e era complicado também esse processo”, contou. “Ao fazê-lo nós expúnhamo-nos, tínhamos de expor outros camaradas que faziam de intermediários para levar a criança e era traumático para a criança e para a mãe”.

Leia esta e outras histórias na edição em papel desta sexta-feira

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