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Acusados por assaltos a gasolineiras também roubaram em Cinfães

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
15.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
15.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Acusados por assaltos a gasolineiras também roubaram em Cinfães

O Ministério Público (MP) acusou quatro homens por assaltos em 15 concelhos do Norte e Centro, sobretudo em lojas de conveniência de postos de abastecimento de combustível, e pediu que três deles, presos preventivamente, tenham condenação agravada por reincidência.

O despacho de acusação, divulgado pela Procuradoria Regional do Porto e hoje consultado pela agência Lusa, refere que os arguidos recorriam sempre ao arrombamento dos estabelecimentos e atuavam fora do seu horário de funcionamento, em período noturno.

“Para ocultar o seu envolvimento, furtavam viaturas que depois usavam naqueles assaltos, e ainda adulteravam as chapas de matrícula desses veículos ou de outros com que se faziam transportar”, relata o MP.

Segundo a acusação, os factos ocorreram entre fevereiro e outubro de 2021, nos municípios de Vila do Conde, Porto, Matosinhos, Trofa, Póvoa de Varzim, Mealhada, Águeda, Oliveira do Bairro, Paredes, Valongo, Caminha, Espinho, Barcelos, Cinfães e Vila Nova de Famalicão.

“Os arguidos apoderaram-se de bens e dinheiro existentes em diversos estabelecimentos de restauração e bebidas e em lojas de conveniência dos postos de abastecimento de combustível, com especial enfoque na apropriação de máquinas dispensadoras de tabaco ou do seu conteúdo, ou do tabaco exposto ou armazenado e/ou das quantias monetárias das caixas registadoras”, assinala a acusação.

Contas feitas pelos procuradores, os arguidos obtiveram ganhos de pelo menos 137.874,48 euros, valor que pedem que seja declarado perdido a favor do Estado.

Nos casos em que os assaltantes foram surpreendidos pelos proprietários, acrescenta, “os arguidos reagiram com recurso a violência, de forma a manterem-se na posse dos bens furtados”. E quando abordados pela polícia, “não obedeceram às ordens que os visavam, conduzindo e apontando o veículo automóvel em que seguiam na sua direção, a fim de os intimidar, obstando à sua interceção”.

Só o principal arguido do processo está acusado por 44 crimes, entre os quais 23 de furto simples a qualificado e quatro resistência e coação sobre funcionário.

Aos restantes três arguidos é imputada a prática de um total de 25 crimes.

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