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Apesar das reuniões e do anúncio de uma solução para a semana para o anunciado encerramento noturno das urgências pediátricas de Viseu, a população que de uma forma expontânea se mobilizou para criar uma petição continua “de pedra e cal” com a manifestação agendada para 1 de junho.
O apelo está a ser feito nas redes sociais e nos estabelecimentos comerciais onde já foram deixadas dezenas de cartazes a apelar à presença na marcha lenta que tem saída prevista às 10h00 do Rossio e que termina à porta do Hospital de Viseu. A petição que foi lançada já reuniu mais de 12 mil assinaturas e os subscritores querem agora que o assunto seja discutido na Assembleia da República.
O movimento promete estar atento ao desenrolar das soluções, lembrando que o problema não é novo e até agora não teve resolução.
“Desde o ano passado, com a saída de pediatras para o privado, e outros para a reforma, que a carência de especialistas se agravou. Durante o verão de 2023, houve solução: médicos pediatras de outros hospitais vieram cobrir turnos a Viseu, em regime de prestação de serviços. Agora, até nesta resposta, os profissionais são insuficientes, já que recentemente dois internos que terminaram a especialidade abandonaram a unidade”, lê-se na petição.
Entretanto, a ministra da Saúde anunciou na última quinta-feira que o problema com as urgências pediátricas do Hospital de Viseu pode passar pelo modelo de urgência referenciada, mas que segunda-feira será apresentado um plano para mitigar o encerramento . Ana Paula Martins esteve durante três horas reunida com o Conselho de Administração que ficou “empossado” de apresentar o plano que será depois analisado pela Tutela.
“Tivemos uma reunião de trabalho muito importante porque conseguimos sair com um compromisso quer da administração, quer do próprio Ministério da Saúde porque há questões que a Tutela vai ter de agilizar para na próxima segunda-feira termos um plano. Um plano para transformar-mos o modelo que hoje temos e que já está à vista que não serve, num modelo semelhante a alguns que já temos no país de urgência referenciada”, disse a ministra à saída da reunião.
Ana Paula Martins esclareceu ainda que a implementação do plano será o “mais depressa possível”. “Esperamos que possa ser durante o mês de junho, essa é a nossa grande expectativa, estamos todos a trabalhar para isso. Diremos exactamente a data de quando começa essa urgência referenciada a partir da próxima semana”, prometeu.