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Um projeto na área da saúde liderado pela empresa ALS, com sede em Tondela, é um dos investimentos previstos nos 64 já pré-qualificados no Programa de Recuperação e Resilência (PRR) e que foram anunciados esta quinta-feira. Com um investimento de cerca de 25 milhões de euros, obteve a classificação final de muito bom. Vai permitir o recrutamento de quadros especializados para 48 postos de trabalho.
João Cotta, diretor geral da ALS para o Sul da Europa fala numa grande notícia para a região.
“O projeto em si vai provocar a atração de 48 novos postos de trabalho, noventa por cento dos quais mão de obra muito qualificada. Depois, alguns dos dispositivos que estão no projeto serão desenvolvidos em meio académico e haverá necessidade de fazer a sua produção em ambiente industrial. Estamos a falar de um investimento que ronda os 25 milhões de euros e que vai provocar um impacto na região de cerca de 100 milhões de euros. É, claramente, um projeto reprodutivo que vai aumentar o VAT (valor acrescentado) da região em 48 milhões, as exportações em cerca de 150 milhões de euros. Vai mesmo transformar a região”, frisou.
O consórcio é liderado por várias empresas e institutos de ensino, entre elas a Fresenius Kabi e o Instituto de Nanotecnologia de Braga.
“Isto é um projeto em consórcio e que se vai dedicar à investigação de dispositivos de diagnóstico, entre eles a resistência ao antibiótico. Estamos convencidos que isto vai provocar uma grande revolução no território, na região de Viseu e, particularmente, em Tondela, e que a região se torne um centro de biotecnologia de Portugal”, acrescenta o empresário.
A apresentação dos projetos pré-qualificados decorre até sexta-feira, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões e pode ser acompanhada ‘online’ através das redes sociais do Governo, de acordo com o ministério.
No total, foram pré-selecionados 64 projetos, no total de quase 10 mil milhões de euros (mais concretamente 9.781 milhões de euros).
O setor agroalimentar e economia do mar apresenta seis projetos, que totalizam um investimento de 1.185 milhões de euros, seguido da área da ferrovia, transportes, mobilidade e logística, com sete projetos, que somam 852 milhões de euros.
Também com sete candidaturas está o setor automóvel, aeronáutica e espaço, com um investimento total de 813 milhões de euros.
A saúde, turismo, indústrias culturais e criativas (e audiovisual) conta com um total de 10 projetos, num investimento total de 635 milhões de euros, seguida de materiais e tecnologias de produção (sete projetos num investimento de 610 milhões de euros), construção e habitat (seis candidaturas e 560 milhões) e calçado, têxtil e vestuário (seis candidaturas, no total de 494 milhões de euros).
Por último, a área de ‘blockchain’, IA (inteligência artificial) e microeletrónica apresentou quatro candidaturas, num total de 401 milhões de euros de investimento.
De acordo com o Ministério da Economia, a “união de esforços entre o tecido empresarial e o sistema científico e tecnológico em Portugal resultou num número recorde de 144 manifestações de interesse para o desenvolvimento de projetos, no âmbito das Agendas Mobilizadoras e Agendas Verdes para a Inovação Empresarial”, sendo que esta primeira fase decorreu entre julho e setembro.
Deste total, foram pré-qualificados 64 consórcios, que envolvem mais de 1.700 entidades, entre empresas, centros de investigação e instituições de ensino superior, para a apresentação dos seus projetos, tendo em vista o aumento significativo da competitividade e resiliência da economia do país.
Do total das candidaturas pré-qualificadas, 49 (77%) são Agendas Mobilizadoras e 15 (23%) Agendas Verdes.
Destas, 30 (47%) são Pactos de Inovação e 34 (53%) são Projetos Mobilizadores.
Mais de um terço (35%) inserem-se nas indústrias e tecnologias de produção, 32% nas tecnologias transversais e suas aplicações, 13% dizem respeito à mobilidade, espaço e logística, 11% recursos naturais e ambiente, e 9% saúde, bem-estar e território.
As Agendas Mobilizadoras e Agendas Verdes para a Inovação Empresarial, de acordo com o ministério, visam acelerar a transformação estrutural da economia portuguesa, aumentando o seu perfil de especialização, por meio da formação de consórcios sólidos e estruturantes que garantam o desenvolvimento, diversificação e a especialização de cadeias de valor nacionais, “prosseguindo metas objetivas ao nível das exportações, emprego qualificado, investimento em I&D”.
Já as Agendas Verdes têm como objeto fomentar a economia circular e alavancar o desenvolvimento de novas soluções que respondam ao desafio das alterações climáticas em direção à transição energética e neutralidade carbónica.