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Antigo seminário em Resende vai ser transformado em lar

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
08.03.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
08.03.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Antigo seminário em Resende vai ser transformado em lar

O antigo Seminário Menor de Resende vai ser reconvertido num lar para pessoas com deficiência.

A valência, cujo projeto já tem alguns anos, vai contar agora com um investimento de 2,5 milhões de euros, financiado principalmente pelo Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, mas o valor ainda pode ser revisto.

Além do lar, a estrutura contará também com um centro de atividades ocupacionais. A valência será gerida pela Associação Portuguesa e Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Viseu.

A diretora executiva da APPACDM, Emília Dias, revela em declarações ao Jornal do Centro que esta ideia partiu de uma proposta do reitor do antigo seminário em parceria com a Câmara de Resende.

“Depois de muitas reuniões, acabámos por pensar seriamente no assunto, mas isso só seria possível se tínhamos como parceiro a autarquia. O senhor presidente, Garcez Trindade, e o restante executivo viram com bons olhos o facto de a APPACDM se poder instalar em Resende”, explica.

Segundo Emília Dias, a nova valência vai dar resposta a 30 utentes com deficiência intelectual, “quer no lar residencial quer no centro de atividades para a capacitação e inclusão”, e criar 35 novos empregos no concelho.

Mas a diretora da APPACDM de Viseu adiantou ainda que o investimento ainda pode ser revisto por causa do aumento dos preços dos materiais.

“Sendo que a candidatura foi aceite em 2020 e foi aprovada em 2022, temos noção de que os valores de construção dispararam com materiais três vezes mais caros do que na altura, o que vai implicar uma revisão de preços e levar isso em conta na contratação pública, o que implica um esforço ainda mais acrescido na comparticipação e um empenho ainda maior da Câmara de Resende”, explicita.

Emília Dias refere que a APPACDM se disponibilizou “para, nesta candidatura, ter todo o know-how, mas não podemos disponibilizar mais verbas”.

“Por isso, estamos a fazer a revisão do preço e ver se, da parte da Câmara, é possível ajudar nesta diferença que vamos encontrar”, remata a diretora.

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