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A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou diretamente, em 2025, um total de 198 vítimas no distrito de Viseu, de acordo com as estatísticas divulgadas e que assinala o Dia Europeu da Vítima de Crime (22 de fevereiro). Os dados apontam que houve um aumento de 2,1 por cento de vítimas que procuraram a ajuda da APAV.
A nível nacional, a APAV ajudou 18.549 vítimas, num total de 111.854 atendimentos, somando um total de 35.341 crimes e outras formas de violência registadas. Comparativamente a 2024, estes números representam um aumento de 11,5% no número de vítimas apoiadas, de 5,8% nos atendimentos realizados e de 13,1% do aumento de crimes registados. Face a 2020, verifica-se um aumento de 41,7% no número de vítimas apoiadas.
Entre os crimes e outras situações de violência registados, a violência doméstica continua a assumir um peso predominante, representando 73,9% do total. Seguem-se os crimes de partilha online de conteúdo de abuso sexual de menores (3%), entendidos como a divulgação de material digital, como imagens ou vídeos, que representa abuso sexual de crianças ou adolescentes e ofensas à integridade física (2,5%), entre outros.
O perfil das vítimas apoiadas pela APAV é maioritariamente do sexo feminino (75,5%), com idade média de 37 anos. Na maioria dos casos, existe uma relação de proximidade entre a vítima e o agressor, designadamente cônjuge (14,6%) ou mãe/pai (13%).
Importa ainda salientar que 49,6% destas ocorrências têm lugar na residência comum, 14,4% na residência da vítima e 9,6% em via pública.
Quanto à distribuição geográfica das vítimas, esta acompanha a densidade populacional do país, verificando-se maior incidência nos distritos de Lisboa (3.837 casos registados), Porto (2.010 casos registados) e Setúbal (1.568 casos registados). Ainda assim, foram assinaladas ocorrências em 92,9% do território nacional.
Ao longo do ano, a APAV apoiou, em média, 357 vítimas por semana. Entre estas, 199 eram mulheres adultas, 39 eram pessoas idosas, 76 crianças e 43 homens adultos. Importa ainda sublinhar que das vítimas apoiadas, 57% das vítimas formalizaram uma denúncia às autoridades judiciais ou judiciárias.
Estes atendimentos foram realizados nos vários serviços de proximidade: Gabinetes de Apoio à Vítima, Equipas Móveis de Apoio à Vítima, Polos de Atendimento em Itinerância, Sistema Integrado de Apoio à Distância, Linha Internet Segura, Redes Especializadas e Casas de Abrigo.
Entretanto, o Ministério da Justiça destacou o Dia Europeu da Vítima de Crime, notando “o aumento da proporção de mulheres no conjunto das pessoas lesadas ou ofendidas”, nos últimos 25 anos.
Sob o lema “Proteger as vítimas é defender a justiça”, o Ministério da Justiça assinalou a data com uma publicação nas redes sociais Facebook e Instagram, na qual destaca que, segundo os indicadores oficiais sobre criminalidade em Portugal do último quarto de século, “houve um aumento do número de pessoas ofendidas” em geral.
Por outro lado, registou-se “uma diminuição do número total de crimes registados no mesmo período e também uma descida da taxa de criminalidade”.
A ministra Rita Alarcão Júdice é citada na publicação, garantindo que “a proteção das vítimas de crime é uma prioridade do Ministério da Justiça” e comprometendo-se a “continuar a aprofundar políticas públicas orientadas para a prevenção e redução da criminalidade, o reforço da proteção das vítimas e a melhoria da resposta institucional, em estreita articulação com os diversos parceiros do sistema de Justiça e da sociedade civil”.
Realçando a importância de uma “informação estatística rigorosa”, a ministra nota que “os dados divulgados permitem conhecer melhor a realidade, orientar a resposta do sistema de Justiça e reforçar os mecanismos de apoio e proteção, em particular para as vítimas especialmente vulneráveis”.
O Dia Europeu da Vítima de Crime, instituído em 1990 pela Victim Support Europe, visa sensibilizar para a proteção dos direitos das pessoas lesadas ou ofendidas e divulgar mecanismos de apoio a vítimas ou testemunhas de crimes.
Portugal aderiu ao número harmonizado “116 006”, um serviço gratuito e confidencial para vítimas de crimes e violência, onde estas recebem informação inicial e apoio social, jurídico e psicológico.