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Já arrancou em Tondela a “Fábrica da Queima do Judas”, um momento preparatório que antecede o espetáculo marcado para a noite de sábado e que volta a transformar o evento numa experiência coletiva de criação.
Para já, ainda não há espetáculo final. Há antes o processo: mãos que trabalham, ideias que nascem e se cruzam, corpos que experimentam o espaço e uma energia que se constrói em conjunto. Entre vimes dobrados, figurinos a ganhar forma e instrumentos a marcar o ritmo, o ambiente vivido é de construção partilhada.
Participantes de diferentes idades e experiências juntam-se num verdadeiro laboratório artístico, onde se exploram movimentos, palavras e emoções. O espaço enche-se de vida, num equilíbrio entre quem participa pela primeira vez e quem regressa, consciente de que cada edição é única.
Mais do que preparar um espetáculo, este arranque simboliza o início de um ritual comunitário. A criação acontece de forma gradual, tal como a própria figura do Judas, construída a várias mãos e com múltiplos significados.
Nesta fase inicial, não há ainda lugar para a queima simbólica. O que se acende é o espírito criativo, a vontade de expressão e a partilha entre participantes, num ambiente marcado pela empatia, pelo encontro e pela reflexão.
Trinta anos depois do Trigo Limpo teatro ACERT ter reinventado a tradição da Queima e Rebentamento do Judas, a tradição mantém-se.
Em Tondela é sabido que no Sábado de Aleluia, há um espetáculo de teatro de rua com participação comunitária que cruza o teatro, a música, o movimento, o fogo e a construção cenográfica. Todos os anos, este espetáculo é construído de raiz ao longo de cinco dias no Novo Ciclo ACERT nas oficinas da Queima.
Mais uma vez a equipa do Trigo Limpo teatro ACERT e todos os participantes neste evento vão celebrar, em conjunto com o público, um ritual pagão que purifica, pelo fogo, todos os males do ano que passou, representados numa figura grotesca, acusada, julgada e queimada durante este espetáculo.

