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O presidente da Câmara de Carregal do Sal diz-se revoltado por o concelho não conseguir avançar no desconfinamento. Rogério Abrantes não poupa nas críticas e diz não compreender por que razão concelhos vizinhos com mais casos de Covid-19 por 100 mil habitantes não tenham recuado.
Em declarações ao Jornal do Centro, o autarca diz que Carregal do Sal tem “dois casos a mais do que seria necessário para não estarmos confinados”.
“Não posso aceitar que, enquanto estamos com (mais de) 120 casos por 100 mil habitantes, concelhos à nossa volta com 500 casos estejam desconfinados. Não entendo sinceramente”, critica.
Rogério Abrantes reclama pela revisão dos critérios que o Governo usa para os concelhos e diz que o atual critério “não está correto”.
“Têm de ser revistas as situações. Anteontem (quarta-feira), Arganil tinha 563, Oliveira do Hospital 296, Tábua 238, Santa Comba Dão 163 e Carregal 119. Agora, porque é que Carregal continua confinado e estes concelhos não estão? Eu não tenho nada contra”, exclama.
Já em comunicado, o executivo da Câmara fala em “perseguição” por parte do Governo e exige “justiça imediata”.
“É simplesmente lamentável que se queiram decepar os pequenos concelhos do interior, com situações absurdas com esta vivida por Carregal do Sal. A perseguição ao nosso concelho é evidente e toma proporções catastróficas. Querem matar o tecido comercial do nosso concelho? Ou o que querem afinal?”, pode ler-se na nota publicada no site da autarquia.
Carregal do Sal está “preso” no confinamento há cerca de um mês. Tem, segundo a Direção-Geral da Saúde, uma incidência de 140 casos por 100 mil pessoas nos últimos 14 dias. O concelho teve 538 casos desde o início da pandemia.
Em Carregal do Sal, mantêm-se as regras da segunda fase do desconfinamento, incluindo a abertura das lojas até 200 metros quadrados com porta para a rua e das feiras e mercados não-alimentares, bem como as esplanadas com lotação máxima de quatro pessoas por mesa e a sua abertura até às 22h30 durante a semana e até às 13h00 aos fins de semana.
Apenas será permitida a prática de modalidades desportivas consideradas de baixo risco e da atividade física ao ar livre até quatro pessoas. Os ginásios continuam abertos sem aulas de grupo. Continuam a funcionar os equipamentos sociais na área da deficiência.