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Se não chover nos próximos meses, a Barragem de Fagilde, que abastece os Viseu, Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo, tem água suficiente para abastecer os habitantes dos quatro concelhos até dezembro. A garantia foi dada ao Jornal do Centro por fonte dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Viseu, a empresa que gere a infraestrutura.
“A barragem tem mais 400 mil metros cúbicos de água do que em 2017”, ano em que a albufeira esvaziou devido à seca, acrescentou a mesma fonte.
“Fagilde está com perto de 2 milhões de metros cúbicos de água. Temos água até dezembro deste ano se não chover até lá”, precisou o SMAS.
Na passada sexta-feira (12 de agosto), após uma reunião com autarcas da região devido à seca, o secretário de Estado da Conservação da Natureza e das Florestas, João Paulo Catarino, disse que, só depois de concluído o estudo que resulta de uma parceria entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Câmara de Viseu, é que se vai saber se é necessário aumentar a Barragem de Fagilde ou avançar com “uma nova solução”.
Município e APA assinaram em março deste ano um acordo com vista ao estudo e conceção da nova barragem. O protocolo foi, entretanto, no final da semana passada, alvo de uma adenda que “contempla novos estudos geotécnicos”.
O trabalho de pesquisa, orçado em 120 mil euros, vai ser pago pela APA. O estudo deve estar concluído até ao final do ano.
Na sexta-feira, o secretário de Estado da Conservação da Natureza e das Florestas, João Paulo Catarino, avisou que qualquer que seja “a solução estrutural” apontada pelo estudo, esta solução “não é para este ano, nem para o próximo ”.
Já o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, defendeu que não se pode “continuar a marcar passo” em relação à barragem.
“Isto tem que ser um caminho sem retorno por que se não estaremos daqui a uns anos, a falar exatamente da mesma coisa. A barragem demora quatro anos a fazer”, lembrou.