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Os bombeiros da região de Viseu estão a pagar portagens para irem apagar incêndios noutros pontos do país. Para a rendição de equipas já no local, os operacionais deslocam-se em ambulâncias de transporte de doentes não urgentes (que levam mais elementos do que as viaturas normais), mas que não estão isentas de portagens.
O representante da Liga dos Bombeiros Portugueses no distrito de Viseu, Fernando Farreca, diz que a instituição já falou com o Governo e as concessionárias das autoestradas para resolver o problema, mas sem sucesso.
“As ambulâncias de transporte que os bombeiros têm, que são as conhecidas VDTD (viaturas de transporte de doentes), não estão isentas das portagens e utilizamo-las para fazer rendições do pessoal que vai em grupos de combate aos fogos. Os carros passam automaticamente nas portagens e as associações têm de pagá-las”, afirma.
O também comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades lamenta que, até agora, ninguém tenha conseguido resolver o problema. “Tudo o que são viaturas dos bombeiros tem Via Verde, a Brisa (concessionária) entende que estas viaturas não têm de ter Via Verde e há aqui um diferendo entre a Liga, a Brisa e o Governo”, diz.
Em causa, segundo Fernando Farreca, estão “milhares de euros” de despesa num problema que atinge também o transporte de utentes. “Uma viatura de Oliveira de Frades que vá com um doente para uma hemodiálise fora da região passa pelas portagens e é a associação que paga”, reforça.
O representante da Liga dos Bombeiros no distrito lembra que as viaturas “andam todos os dias para Coimbra, para Porto, para Vila Real, para Viseu e para onde os utentes necessitam de ir”. “Se todas as corporações têm estes carros na rua, imagine-se quanto é que isto é suportado pelas associações do distrito de Viseu”, lembra.