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O calor volta a intensificar na região. O distrito de Viseu está a partir desta quarta-feira sob alerta amarelo. O aviso emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera está ativo até às 18h00 de sexta-feira (22 de julho).
Em causa, segundo o IPMA, está a “persistência de valores elevados da temperatura máxima”. Para esta quarta-feira, as máximas vão disparar para os 33 graus com céu limpo durante todo o dia. A temperatura mínima será de 14º na cidade.
No distrito, as máximas vão oscilar entre os 31º (Cinfães) e os 37º (Tabuaço). Armamar e Nelas chegam aos 36º, enquanto Mangualde, Moimenta da Beira, Penalva do Castelo e São João da Pesqueira atingirão os 35º.
Carregal do Sal, Castro Daire, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva e Vouzela terão 34º e Lamego, Penedono, Sernancelhe e Tarouca 33º. Já em Mortágua, Oliveira de Frades, Resende e Santa Comba Dão, esperam-se 32º.
Nesta altura, Moimenta da Beira e Mangualde estão hoje sob risco máximo de incêndio. A maioria dos concelhos do distrito está sob risco muito elevado. Já Cinfães, Oliveira de Frades e Vouzela apresentam risco elevado.
Para quinta-feira (dia 21), Viseu vai continuar com 33º de máxima. As mínimas sobem para os 17º.
País em situação de alerta até amanhã
Entretanto, o país vai permanecer em situação de alerta até quinta-feira, devido ao risco de incêndio, anunciou ontem (dia 19) o ministro da Administração Interna.
José Luís Carneiro falava aos jornalistas na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, após uma reunião por videoconferência com os ministros da Defesa Nacional, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, da Saúde, do Ambiente e Ação Climática e da Agricultura e Alimentação para reavaliar a situação.
A situação de alerta, nível de resposta mais baixo previsto na Lei de Bases da Proteção Civil, está em vigor em Portugal continental desde as 0h00 de segunda-feira. “Prevê-se que a partir de dia 23 possa haver um recrudescimento das temperaturas”, disse o ministro, sublinhando que na quinta-feira será feita uma nova avaliação, para decidir a manutenção ou o agravamento do nível de alerta.
Questionado sobre o motivo pelo qual o Governo decidiu manter a situação de alerta, José Luís Carneiro referiu que o país não se encontra nos níveis de risco conjugados que estavam previstos para os dias 13 e 15 de julho e que justificaram a declaração da situação de contingência na semana passada. Apontou, por exemplo, temperaturas acima dos 47 graus, humidade abaixo dos 10%, ventos secos, solos a 60 graus e trovoadas secas. “Não é a circunstância em que se encontra o país”, sublinhou.
Quanto à possibilidade de algumas regiões do país ficarem em situação de contingência e outras em situação de alerta, o ministro da Administração Interna referiu que, “neste momento”, essa questão não foi avaliada pelas entidades que integram o Sistema Nacional de Proteção Civil.
José Luís Carneiro lembrou ainda que com a situação de alerta permanece a proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, previamente definidos nos planos municipais de defesa da floresta contra incêndios, bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessem, a proibição da realização de queimadas e de queimas de sobrantes de exploração, bem como a proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais.
É também proibida a realização de trabalhos nos demais espaços rurais com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.
No entanto, ressalvou o ministro da Administração Interna, esta proibição tem uma exceção, que permite a colheita de cereais entre as 7h00 e as 11h00 e as 18h00 e as 23h00.
“[Esta exceção] tem em vista não perder as colheitas de cereais, que são escassas no país, e aproveitar estes dois dias [até quinta-feira] de oportunidade e remover também do espaço florestal materiais que constituem perigo ou ameaça de incêndio”, explicou.
Para esta decisão, acrescentou, foram auscultados especificamente os ministérios da Agricultura e do Ambiente.
Por proposta do Ministério da Agricultura, a colheita pode ser feita entre as 7h00 e as 11h00, e não entre as 6h00 e as 10h00, como estava em vigor, para ultrapassar “as dificuldades sentidas” pelos agricultores, nomeadamente a da humidade nos cereais e das dificuldades que isso comportava para a colheita e transformação.