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A Câmara de Viseu confirmou ter sido alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ) “relacionadas com a investigação a uma empresa”.

A PJ realizou hoje buscas em 10 municípios do país na sequência de uma investigação sobre um alegado esquema criminoso com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas.

“A Câmara foi alvo de um mandado de busca e está a colaborar totalmente, desde o primeiro momento, com os agentes da Polícia Judiciária”, confirmou fonte da autarquia ao Jornal do Centro.

Segundo a Judiciária, as buscas decorreram ainda nas câmaras de Lisboa, Tavira, Lamego, Maia, Figueira da Foz, Trofa, Póvoa de Varzim, Ovar e Santa Maria da Feira.

O autarca de Lamego garantiu já que “cumpre escrupulosamente a lei nas suas aquisições e compras públicas, quer relativamente à iluminação festiva, quer às demais centenas de procedimentos realizados anualmente”.

A PJ deteve hoje quatro pessoas suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas.

Em comunicado, a PJ referiu que foi realizada uma operação policial no âmbito da criminalidade económico-financeira, tendo sido detidos “um administrador e um funcionário de uma empresa privada, uma presidente de associação privada e um funcionário público”.

Na operação “Lúmen”, foram efetuadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias, em várias zonas do país, em entidades e empresas públicas e privadas.

De acordo com a PJ, a investigação teve origem numa denúncia ligada com a “pretensa viciação de procedimentos de contratação pública relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações festivas, utilizadas nas épocas de Natal e na celebração de diversas festividades”.

Entretanto, fonte judicial disse à Lusa que a empresa Castros Iluminações Festivas foi hoje alvo de buscas no âmbito da operação “Lúmen”.

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