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O presidente da Câmara de Viseu mostrou-se esta quinta-feira (05 de janeiro) disponível para reforçar o apoio do município aos Jardins Efémeros por forma a que o festival, que perdeu o financiamento da Direção-Geral das Artes, se realize. Fernando Ruas avisou, no entanto, que não se vai substituir do Estado.
“Nós mantemos a nossa comparticipação [95mil euros]. A câmara disponibilizará o mesmo montante, nem que haja necessidade para se fazer um ajustamento para cima ou para baixo, a câmara está disponível para isso”, assumiu Fernando Ruas.
Em declarações aos jornalistas, no final da reunião privada da Câmara, o autarca salientou que se o programa for ajustável a autarquia também poderá reforçar o financiamento, mas avisou que a edilidade não se irá “substituir à administração central”. “Agora ajustar isso sim, sempre o fizemos, até no passado”, acrescentou.
Fernando Ruas não escondeu que gostaria “muito de não ver interrompida esta comparticipação” do Estado, que terá um reflexo na programação do evento. O edil exigiu ainda saber as razões que levaram ao não financiamento do festival.
Questionado sobre se os jardins irão mesmo acontecer, o presidente da Câmara de Viseu disse que não saber e atirou essa decisão para a Pausa Possível, a associação que organiza o festival.
Aos jornalistas, Fernando Ruas criticou ainda o encerramento do Centro de Acolhimento Temporário (CAT) de crianças da Misericórdia de Viseu, não poupando nas críticas ao poder centro.
“Nós não percebemos [o fecho]. A Segurança Social impôs um número de pessoas para o serviço funcionar e depois não quis assumir o financiamento desse número. Quando a misericórdia disse que tinha prejuízos não houve compressão para o efeito”, lamentou.
Referindo ao CAT e aos Jardins Efémeros, o edil frisou ainda que “há um conjunto de situações que são exteriores” ao executivo municipal, aos quais “a Câmara tem que estar atenta, mas que não pode suprir”.