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O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, lamentou o encerramento das urgências pediátricas da Unidade Local de Saúde Viseu Dão Lafões (ULSVDL) durante a noite e criticou o facto do Ministério da Saúde e de os autarcas não terem sido informados.
“Não se tolera que o conselho de administração (da ULSVDL) nem sequer tenha tido o cuidado de informar as câmaras que têm a jurisdição do mesmo território”, afirmou o autarca.
A administração da ULSVDL informou, ao final da tarde de segunda-feira, que as urgências pediátricas estarão encerradas ao exterior todos os dias no período noturno, entre as 20h00 e as 09h00, a partir de 01 de junho. Durante este mês, e desde março, estão encerradas ao fim de semana.
“Para poder maximizar a disponibilidade dos pediatras durante o período de verão, sem impedir o legal direito ao gozo de férias, importa limitar a atividade assistencial da Urgência Pediátrica aos períodos diurnos e às situações de emergência em período noturno”, justificou, em comunicado o Conselho de Administração (CA).
Fernando Ruas disse que, assim que teve conhecimento da decisão da administração hospitalar, telefonou para o gabinete da ministra da Saúde, “que não tinha indicação” dos planos.
“O gabinete da senhora ministra está a tentar saber junto do conselho de administração e da comissão executiva o porquê disto”, contou o autarca social-democrata, que também preside a Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões.
“Refutamos vivamente esta decisão, sobretudo sem que alguém dê explicação sobre a mesma”, sublinhou.
Segundo a ULSVDL, a decisão do encerramento visa “garantir disponibilidade para uma escala continuada de apoio à Urgência Interna e Bloco de Partos, evitando assim mais roturas assistenciais em cascata”.
“Apesar de ter ocorrido a contratação de pediatras, em regime de prestação de serviços, para realizar turnos de urgência, a saída dos dois internos que terminaram agora a especialidade, aliado ao facto de ainda não ter sido aberto o concurso nacional para médicos recém-especialistas, agravou as condições de resposta da Urgência Pediátrica”, explicou o CA.
Neste momento, há apenas 15 especialistas a efetuar trabalho de urgência (8 para turnos diurnos e 7 para turnos noturnos), sendo certo que muitos deles vão atingir no verão, o limite legal de 150 horas suplementares (ou 250 horas para os médicos em dedicação plena).
A Urgência Pediátrica está desde março condicionada ao exterior no período noturno “No quadro do novo modelo organizacional da ULS, os Cuidados de Saúde Primários estão a organizar-se para reforçar a sua capacidade de atendimento de doentes pediátricos agudos, no âmbito das consultas abertas/consultas de intersubstituição, garantindo um maior número de vagas disponíveis nos cinco dias da semana em todas as USF da cidade de Viseu. As SUB de Tondela e São Pedro do Sul estão capacitadas para atendimentos a utentes em idade pediátrica”, avisou o Hospital.