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O arquivo Ephemera organiza nas escolas da região de Viseu uma exposição de cartazes artesanais utilizados em manifestações de rua e guardados por este projeto que tem uma delegação no Instituto Politécnico (IPV).
A exposição “Artigo 45” quer chamar a atenção para um dos direitos consagrados na Constituição, o de reunião e de manifestação, e para todos os outros direitos que servem de “garante da democracia e da liberdade em Portugal”, refere uma nota divulgada pelo IPV, que acolhe no seu campus um ponto de recolha do Ephemera.
A iniciativa vai passar pelas escolas das comunidades intermunicipais de Viseu Dão Lafões e do Douro que integrem a rede do Plano Nacional das Artes, estando atualmente na Escola Secundária de Viriato (Viseu) e no Agrupamento de Escolas de Mangualde até 14 de março.
Até ao final do atual ano letivo, a mostra estará num total de 12 escolas da região, inclusive nos concelhos de Armamar, Moimenta da Beira, Nelas e Penedono.
O mentor do Ephemera, José Pacheco Pereira, sublinha que a coleção de cartazes artesanais do arquivo “é única no país e bastante rara fora dele”. “Neste momento tem mais de 1000 cartazes recolhidos em manifestações por todo o país e alguns fora de Portugal”, acrescenta o historiador que fala de uma coleção “eclética” a nível cultural e político.
“Os cartazes vão desde o ‘Que se lixe a troika’ até aos protestos a propósito dos incêndios ou à situação política no Irão. Nela estão contidos protestos esquerdistas e de extrema-direita, feministas, nacionalistas, ecologistas, laborais, anti-racistas, contra a gentrificação e estudantis, ou por causas várias. É um retrato do protesto na sua dimensão mais pessoal”, sublinhou Pacheco Pereira.
A exposição de cartazes já esteve no Barreiro, Lisboa, Matosinhos, Évora e Argoncilhe e vem agora a Viseu, onde o Ephemera “recebeu um grande acréscimo por parte de um colecionador e doador local”, revelou o mentor do arquivo.
Com “Artigo 45”, o Ephemera também quer lançar um desafio às escolas para, durante o tempo de acolhimento da exposição, realizarem oficinas de construção de cartazes com palavras de ordem que reflitam as preocupações e reivindicações dos seus alunos. Os trabalhos criados nessas oficinas poderão depois integrar a exposição.
A exposição foi preparada para dar resposta a pedidos de várias escolas da região de Viseu que queriam celebrar desta forma os 50 anos do 25 de Abril. A coordenação regional do Plano Nacional das Artes associou-se a esta iniciativa e alargou o seu âmbito, envolvendo mais escolas.
Esta ação também integra o programa da Comissão das Comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril e tem a colaboração da plataforma Já Marchavas.