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Castro Daire e Vouzela fazem parte do grupo de 17 municípios que integram o Portugal Branding – Programa Nacional de Desenvolvimento de Marcas Territoriais.
O programa lançado ontem (dia 29) pelo CEIT – Centro Estratégico de Inovação Territorial e pela Coimbra Business School visa mapear, reconhecer e implementar as melhores práticas ao nível da gestão de marcas no território nacional.
Do lado de Vouzela, segundo o vice-presidente da Câmara, Carlos Oliveira, a ideia com este projeto “é potenciar a marca Vouzela Coração do Centro”. “Acreditamos que vamos ficar com um território mais atrativo, com mais conhecimento, inovação e que será criado mais valor no concelho”, refere.
Ao longo do próximo ano, e no decorrer do projeto, vai ser feito uma série de trabalhos, estudos e ações de divulgação e de formação.
De resto, o projeto foi “construído na perspetiva de investigarmos e desenvolvermos um referencial científico que permita avaliar uma marca territorial, que hoje ainda sofrem de falta de perceção”, disse o presidente executivo do CEIT.
Segundo Cristóvão Monteiro, o Portugal Branding visa estudar as marcas de referência que estão já no projeto de investigação e “construir-se um referencial que possa servir, não só para as marcas que estão no projeto, mas para todas as que se quiserem juntar”.
“Mais do que um logótipo ou elementos de comunicação estamos a falar de qualificação e estruturação do território”, sublinhou o investigador, salientando que 17 municípios, de Albufeira a Ponte de Lima, já aderiram ao projeto.
Para o diretor do CEIT, as marcas territoriais “são ativos estratégicos fundamentais no desenvolvimento, diferenciação e promoção dos territórios”, contribuindo para a criação “de sentidos de pertença, perceções externas, geração de valor acrescentado nos produtos locais, desenvolvimento de recursos de comunicação, alinhamento estratégico da oferta turística e iniciativas de atração de novos residentes e de investimento”.
Durante o próximo ano, uma equipa de especialistas vai avaliar o estado de maturidade das respetivas marcas territoriais, através de uma matriz de critérios subdivididos por cinco eixos de atuação que vão desde a governação, à identidade e perceção da marca.
De acordo com Cristóvão Monteiro, a matriz foi desenvolvida por docentes e investigadores ao longo dos últimos dois anos, tendo como base diversos casos de estudo nacionais e internacionais.
Nesta fase inicial, o projeto está direcionado para os municípios, apoiando-os na deteção de oportunidades de melhoria e recomendações de evolução “para uma autêntica operação estratégica de branding e de marketing territorial”.
Integram o projeto um conjunto de marcas “territoriais relevantes” a nível nacional, segundo o diretor executivo do CEIT, entre elas Albufeira, Alcochete, Baião, Braga, Cascais, Castelo Branco, Castro Daire, Coimbra, Fundão, Lisboa, Lousã, Maia, Palmela, Ponte de Lima, Sertã, Sesimbra e Vouzela.
Para Alexandre Gomes da Silva, presidente da Coimbra Business School, “este é um projeto que cruza a investigação científica e a aplicabilidade prática ao nível dos territórios, nos quais se assiste a uma mudança de paradigma, em que hoje se procura mais as experiências locais do que a visitação.