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As negociações entre a Misericórdia de Viseu e a Segurança Social (SS) para o Centro de Acolhimento Temporário (CAT) se manter em funcionamento estão num impasse. A instituição decidiu romper em junho o acordo com o Estado alegando um prejuízo de 700 mil euros com esta resposta social.
A SS, após a denúncia do contrato, encetou negociações com a Santa Casa para o CAT continuar de portas abertas, mas o processo negocial ainda não chegou a bom porto.
“Estamos nos entretantos, não podemos aceitar a proposta que nos fizeram, ou alteram a proposta ou vão ter de procurar outra instituição”, adiantou ao Jornal do Centro Adelino Costa, provedor da Misericórdia de Viseu.
Segundo o responsável, o Estado até sugeriu “um aumento grande” das verbas a transferir, mas não quer que o CAT, com capacidade para 22 crianças, acolha mais do que 15.
“Com menos sete nem pensar, não vamos conseguir reduzir o pessoal. Íamos ficar com mais de 160 mil euros de défice até ao final do ano na mesma. Ainda é possível alterar isto porque estamos a falar de um contrato atípico”, continuou.
“Nós não podemos ter um déficit tão grande. Com o aumento do gás e da eletricidade e com o inverno à porta vamos ter ainda mais gastos. Não sei onde é que isto vi parar”, alertou.
O contrato entre a Santa Casa viseense e a SS termina a 30 de setembro. Adelino Costa espera que até lá as duas partes cheguem a um entendimento. Os dois lados ainda estão em negociação.
“O CAT para já não fecha. Vamos manter o espaço aberto até a SS encontrar uma solução”, garante o provedor da misericórdia.
O Centro de Acolhimento Temporário de Viseu está em funcionamento desde os anos 90 e acolhe, atualmente, 20 crianças, a maioria bebés, oriundas de famílias desestruturadas, que foram retiradas aos pais por ordem judicial, ficando à guarda da SS.