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Ana Rodrigues Silva, coordenadora do Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Viseu, explica em entrevista como o Hospital CUF Viseu assegura uma resposta pediátrica completa, desde o pré-natal até à adolescência, com diversas valências e subespecialidades, respondendo desdes as situações mais simples às mais complexas
A primeira consulta com o pediatra deve, idealmente, acontecer ainda antes do nascimento da criança?
Sim, cada vez mais, na Pediatria moderna, faz sentido o primeiro contacto com o Pediatra ser ainda na fase pré-natal. Há três motivos para o primeiro contacto com o pediatra ocorrer ainda na fase pré-natal. Primeiro, algumas situações da gravidez exigem orientação pós-natal precoce e que devem ainda ser detetadas pelo Pediatra na fase pré-natal. Segundo, a primeira consulta do bebé normalmente ocorre entre o 7.º e o 15.º dia de vida, permitindo preparar os pais para os primeiros cuidados, rastreios, vigilância necessária, preparação para sinais de alarme da saúde do bebé, entre outros. Por último, referir que, durante a gravidez, o foco acaba por estar na gravidez propriamente dita, mas há várias dúvidas que os pais têm sobre o bebé e que nos trazem nesta consulta, sendo de importância essencial.
Deve ser realizada sempre que os pais assim considerem útil, mas o mais habitual é entre as 32 e as 36 semanas.
Com que regularidade devem ser feitas as consultas de Pediatria?
As consultas de Pediatria e Saúde Infantil, devem ser realizadas sempre que o bebé precise e os pais tenham dúvidas ou preocupações. Ainda assim, há idades-chave, ou seja, momentos em que se recomenda que o bebé ou criança tenham uma observação médica para check up de crescimento, desenvolvimento e rastreio de situações que podem ocorrer mais frequentemente nestes timmings. Numa fase inicial são mais frequentes, sendo que a primeira consultadeve ocorrer até aos 7 dias de vida. A partir daí recomenda-se consulta no 1º mês, aos 2, 4, 6, 9 e 12 meses. A partir do 1º ano, recomenda-se pelo menos observação aos 15, 18 e 24 meses e partir daí com uma periodicidade anual, mas pelo menos aos 4, 5, 6-7 anos, 8, 10, 12-13 anos e uma última consulta entre os 15 e os 18 anos.
Que situações merecem observação imediata por um médico?
Qualquer situação aguda que preocupe os pais deve ser motivo de observação pediátrica. Ainda assim há sinais de alarme, perante os quais esta observação deve ser urgente, como por exemplo: febre elevada ou persistente que não cede a antipiréticos; alteração do comportamento da criança; manchas no corpo (exantemas), particularmente quando surgem numa fase inicial da febre; dificuldade respiratória ou tosse persistente; recusa alimentar ou vómitos em bebés com menos de três meses. Nestas situações deve ser procurada observação pediátrica de imediato.
Como está estruturada a resposta no Centro da Criança e do Adolescente no Hospital CUF Viseu?
O Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Viseu tem a sua resposta distribuída em duas áreas de atuação fundamentais: o Atendimento Não Programado Pediátrico para situações agudas urgentes, que funciona diariamente com equipa pediátrica de urgência. E, ainda, as consultas programadas, isto é, as consultas de vigilância de Pediatria em idades chave. Disponibiliza, ainda, uma valência suplementar: a vigilância pediátrica aos doentes internados em fase pós-cirúrgica, em que garantimos que todas as crianças submetidas a qualquer procedimento cirúrgico no Hospital CUF Viseu têm disponível um pediatra 24 horas por dia, em proximidade, no Hospital, para vigilância pós-cirúrgica, controlo de dor, monitorização de complicações, de forma a reforçar a segurança clínica da intervenção cirúrgica em idade pediátrica.
No Hospital CUF Viseu existem diversas valências e subespecialidades, permitindo à população de Viseu e localizações próximas encontrar uma resposta clínica diferenciada, à semelhança dos grandes centros populacionais. Destaco as consultas de Endocrinologia Pediátrica, Neuropediatria, Gastroenterologia Pediátrica, Hepatologia Pediátrica, Cardiologia Pediátrica, Desenvolvimento, Medicina do Adolescente, Imunoalergologia Pediátrica e consulta pré-natalcom pediatra. Asseguramos, ainda, resposta ao nível de Pedospquiatria, Psicologia Infantil, Ortopedia Pediátrica, Oftalmologia Pediátrica, Otorrinolaringologia, Cirurgia Pediátrica, entre outras especialidades.
Em idade escolar as perturbações da aprendizagem e do neurodesenvolvimento são frequentes. A que sinais devem os pais e professores estar atentos?
Em idade escolar é mais frequente a perturbação de hiperatividade e défice de atenção, estando descrita em cerca de 10% das crianças em idade escolar seguida das perturbações específicas de aprendizagem, como a dislexia por exemplo, estando presente em 5 a 15% das crianças.
Habitualmente os desvios são detetados na consulta de Pediatria ou na escola. Portanto, diria que o mais importante será manter a vigilância pediátrica regular e contacto frequente com a escola. Ainda assim, os pais devem estar atentos a sinais de alarme na área, que estão dependentes da faixa etária. De forma global, destaco alguns sinais de alarme a que podem estar atentos. Na área da linguagem, em qualquer idade, os pais devem preocupar-se se houver regressão da linguagem ou perda de palavras, ausência de reação a sons ou ao nome, principalmente se houver histórico de otites de repetição ou comunicação restrita ao contacto ocular ou gestos numa fase em que deveria haver já linguagem verbal. Na idade escolar, estar mais atentos a perda frequente de material escolar, incapacidade de terminar tarefas ou manter a concentração mesmo em situações quotidianas, desorganização marcada, entre outras.
Em qualquer uma destas situações recomendamos que os pais procurem a ajuda de um pediatra com diferenciação em Neurodesenvolvimento.
Quanto à saúde dos adolescentes, como deve ser vigiada?
A adolescência é uma fase de grandes mudanças do ponto de vista bio-psico-social. Muitas vezes nesta fase é mais difícil a vigilância parental uma vez que o adolescente começa a ter alguma autonomia no seu quotidiano.
Na CUF, privilegiamos que os adolescentes sejam observados em consulta de adolescência, uma consulta diferente de uma consulta de Pediatria habitual, realizada por um Pediatra com diferenciação nesta área. Diria que é a melhor forma de os pais estarem atentos. Contudo, se surgirem comportamentos sugestivos de perturbação do comportamento alimentar, se notarem alteração no humor de forma consistente ou diálogo alterado neste âmbito, perturbações do sono ou comportamentos de risco, devem procurar ajuda médica. Mas o ideal será manter uma vigilância regular em consultas de Medicina de Adolescência.
