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Home » Notícias » Concelho » C. Daire » Centro de Saúde de Castro Daire requalificado com 750 mil euros continua sem elevador

Centro de Saúde de Castro Daire requalificado com 750 mil euros continua sem elevador

O edifício de três pisos continua sem elevador e o presidente da Câmara pede apoio ao Governo

 Tondela requalifica antiga pensão por mais de 1,6 milhões de euros para criar habitação
16.07.26
fotografia: Jornal do Centro
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16.07.26
Fotografia: Jornal do Centro
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White two-story building with a glass entry door under a metal canopy and a red curb along the front. Centro de Saúde de Castro Daire requalificado com 750 mil euros continua sem elevador

Castro Daire inaugurou hoje a requalificação do Centro de Saúde, com 750 mil euros, mas o edifício de três pisos continua sem elevador e o presidente da Câmara pede apoio ao Governo.

“O mais gritante neste edifício é que não tem acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida, não tem elevador. Tem três pisos e não tem elevador”, denunciou o presidente da Câmara de Castro Daire (distrito de Viseu), Paulo Almeida.

O autarca social-democrata falava na sessão de inauguração da requalificação do Centro de Saúde, obra que custou cerca de 750 mil euros financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Nem a mudança do telhado estava prevista, era só uma limpeza, e a Câmara assumiu o risco de avançar com uma empreitada para mudar o telhado, com o nosso orçamento, porque chovia cá dentro, portanto tinha de ser feito”, sublinhou.

A requalificação envolveu “três grandes vetores”, no edifício, mas também nos recursos humanos – “havia um assistente operacional e agora há seis” – e nas viaturas – foram “adquiridas duas para o apoio domiciliário que oferecem mais segurança” (das existentes, “a mais recente tinha 30 anos”).

“As obras foram muito importantes e temos melhores condições, mas foram insuficientes. O edifício sofreu algumas melhorias, mas tendo em conta a pressão na altura, o Município não avaliou todo o projeto de requalificação e o que constatámos muito rapidamente é que a intervenção prevista era manifestamente pequena para a necessidade da intervenção”, resumiu.

A Câmara “olhou para o problema, procurou resolver o que era mais importante, mas existe mais investimento necessário e existe investimento que foi feito e que carece de financiamento”, como o telhado, acrescentou Paulo Almeida.

O alerta foi lançado aos presentes, o secretário de Estado da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão, que presidiu a inauguração, ao presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão Lafões, António Sequeira, e o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro Licínio Carvalho.

“Se fizermos este investimento, digo isto em forma de pedido, espero que possamos ser contemplados nestas programações financeiras que o município também já fez para que se possa complementar o investimento”já feito, salientou.

No final da cerimónia, o autarca disse aos jornalistas que a obra hoje inaugurada foi, “principalmente, para resolver problemas estruturais do edifício” como isolamentos térmicos e infiltrações.

Sobre a pressão sentida aquando da realização do projeto, Paulo Almeida adiantou que o foco estava “na falta de assistentes operacionais, um problema muito crítico, de segurança, pondo em causa a higienização das instalações” o que levou a Câmara a “aceitar com urgência e rapidez” o plano da obra.

“Poderia e deveria estar logo no caderno de encargos a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida que não esteve e não está e é algo que em breve ficará resolvido, existe esse compromisso”, adiantou.

Paulo Almeida espera ainda que o Centro de Saúde “possa ser alvo de alguns investimentos” que permitam ter “novas valências”, nomeadamente na área da “fisioterapia, medicina dentária, extensão de equipamentos de Raio-X ou ecógrafos”, são investimentos que “podem rondar meio milhão de euros, mas suficientes para dar um salto qualitativo na oferta de saúde pública no concelho” de Castro Daire.

O secretário de Estado da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão, reconheceu, aos jornalistas, que “devia ter havido mais planeamento” na obra, justificando a “corrida contra o tempo” à chegada ao Governo para executar as obras do PRR.

Recusando fazer “qualquer promessa”, o governante disse que ia “tentar dar resposta no futuro, dentro do que é a limitação do país para chegar a todos os sítios”.

Tendo em conta a atual ausência de financiamento, o Governo ainda está a negociar com a União Europeia para o quadro de financiamento futuro e o que agora finda, concluiu.

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