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A chuva dos últimos dias não tem ajudado, mas o espírito natalício não está perdido. No Rossio, em Viseu, o mercado de Natal e as decorações desta época são o ponto de encontro para quem quer passear, conviver, tirar fotografias e até comprar aquela prenda mais especial que não encontra em mais lado nenhum.
“A chuva não ajuda. Mas nota-se que sempre que há uma aberta as pessoas aderem a este espaço”, conta Maria Fernandes que aproveitou, precisamente uma altura em que não chovia, para visitar o mercado e comprar qualquer coisa. “Levo aqui licores e geleias para a família”, mostra.
Também Catarina Lopes não saiu do Rossio sem levar algo. “Comprei um casaquinho para a minha sobrinha bebé e uns presépios únicos para lá ter em casa. O bom disto é que são produtos únicos feitos por artesãos da nossa terra”, diz.
“Sempre que consigo venho até aqui, quer seja de dia ou de noite. À noite aproveito para tirar fotografias. Já ficam para mandar para a família”, conta, enquanto se ri.
Não é grande a azáfama, mas ao fim de semana quase que até se esquece que a meteorologia não está “bem disposta”.
“Há dias em que ninguém para. Aos sábados, principalmente, se a chuva dá tréguas, é uma maravilha”, ouve-se a sair de uma das casinhas quem entre um e outro copo vai servindo ginjinha.
Aqui, é o coração e o corpo que aquecem.
O Mercado de Natal fica no Rossio até 6 de janeiro, dia de Reis. Os negociantes esperam que entre a chuva e as paragens da chuva as pessoas aproveitem a rua. Já as pessoas, com mais ou menos casacos e com ou sem guarda-chuva, tentam “recuperar” o convívio e os passeios.
É que o Natal não está só no centro da cidade. Na Rua Direita, o passeio é para os mais novos. E assim que se vêem os duendos a saltitar, o brilho nos olhos dos mais novos ilumina qualquer dia mais cinzento. Há também a bicicleta que deixa um rasto de bolas de sabão e que conduz até à Casa do Pai Natal.
É aqui que para os miúdos a magia acontece. Com sorte, não apanham chuva, mas apanham neve. Não dá para fazer bolas, mas é o suficiente para preencher o imaginário. Dentro da Casa, a conversa faz-se entre os ajudantes do Pai Natal e quem quer escrever a carta a pedir desejos ou vá, pronto, brincadeiras.
“Com chuva ou sol, o que interessa é que saibamos aproveitar o que temos”, conclui António Ferreira que, confessa, gosta de passear pelas ruas “vestidas de luzes e decorações”.