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A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões pediu ao Governo que assuma como prioridade a conclusão da duplicação integral da A35, por se tratar de um “eixo rodoviário estratégico para a ligação do Interior aos principais corredores nacionais”.
A posição foi assumida numa moção aprovada, por unanimidade, na última reunião do Conselho Intermunicipal da CIM Viseu Dão Lafões e hoje enviada à agência Lusa.
A CIM solicitou ao Governo que defina “um cronograma claro e vinculativo para a execução da obra” da A35 – cujo traçado coincide com o do IC12 – e que haja “um acompanhamento próximo com as autarquias locais, assegurando uma execução eficiente e ajustada às necessidades do território”.
Na moção, os autarcas de Viseu Dão Lafões explicaram que a A35 (atualmente entre Santa Comba Dão e Canas de Senhorim, no distrito de Viseu) é “um eixo rodoviário fundamental para a ligação entre o interior do país e os principais corredores nacionais, nomeadamente o IP3 (Itinerário Principal 3), a (autoestrada) A25 e o eixo Aveiro-Viseu-Guarda”.
“A sua função vai muito além da mobilidade local, sendo um instrumento essencial de articulação regional, competitividade económica e coesão territorial”, sublinharam, lembrando que esta é “uma reivindicação antiga, justa e absolutamente necessária”.
Para os autarcas, a inexistência da sua duplicação e conclusão integral põe em causa a segurança rodoviária, “com elevados riscos para automobilistas e transportes pesados”, a atividade económica, “dificultando o escoamento de bens e a atração de investimento”, e a qualidade de vida das populações, “que enfrentam maiores tempos de deslocação e isolamento relativo”.
“A região Viseu Dão Lafões enfrenta desafios estruturais relacionados com a desertificação, o envelhecimento populacional e a perda de competitividade”, alertaram.
Neste âmbito, defenderam que a “conclusão e duplicação total da A35 é uma medida concreta de política pública de coesão”.
Os autarcas referiram ainda “os princípios constitucionais da igualdade de oportunidades entre territórios”, os “objetivos nacionais e europeus de desenvolvimento equilibrado” e a “necessidade de reforçar a atratividade do interior e fixar população e empresas”.
Na sua opinião, a conclusão e duplicação integral da A35 deve ser considerada “um investimento estruturante de âmbito nacional” e “uma resposta concreta às necessidades históricas das populações do Interior”.