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Uma sessão de cinema com cenas representadas ao vivo, em palco, quatro estreias em diferentes áreas artísticas, quatro projetos próprios e um total de 40 atividades fazem parte da programação do Teatro Viriato até julho, anunciada esta terça-feira, 20 de janeiro.
A exibição do filme “Primeira pessoa do plural”, de Sandro Aguilar, será feita “de uma maneira inédita”, com atores em palco, como Albano Jerónimo e Isabel Abreu, a interpretarem personagens e cenas que vão além do filme.
“É um projeto particular, parece-me até inédito em Portugal, mas na programação do Teatro Viriato. Esta obra cinematográfica rasga as convenções do cinema narrativo e passa para uma linguagem performática e nós quisemos fazer uma coisa diferente, colocando os atores a fazerem cenas ao vivo, depois do filme e que não estão na película que depois vai para as salas do cinema”, destacou o diretor artístico, António M. Cabrita.
O responsável pela programação realçou que o objetivo é “permitir que o público possa ver ao vivo os atores, após a exibição do filme, a terem um espaço de interpretação” e, “quem sabe, possa ser uma nova forma de experienciar o cinema, nomeadamente o português”.
António M. Cabrita assumiu que quer que o Teatro Viriato “se possa afirmar como um espaço de pensamento em ação e, muito mais do que apenas cumprir o calendário, é um gesto contínuo de um grande processo de escuta do tecido artístico e do público”, e foi isso que “esteve na base” da programação até julho.
Nesta que é a primeira programação da inteira responsabilidade de António M Cabrita, que assumiu a direção do Teatro Viriato em setembro de 2024, o diretor artístico assumiu que trabalha para “colocar o mundo em relação, as relações humanas, ligar as pessoas e a arte tem esse poder”.
Esta nova temporada do Teatro Viriato abre com uma estreia, neste caso na área da música, com o lançamento do álbum “O homem triste”, de Luca Argel. O luso-brasileiro vai “fazer refletir sobre a saúde mental masculina e as várias conceções sociais” sobre o tema.
Outra das estreias destacadas pelo diretor artístico é “Aurora (ou livro)”, de Paula Diogo, um cruzamento de várias disciplinas artísticas numa performance que “trabalha as questões da acessibilidade e em que o público vai poder experienciar uma obra tátil num espaço muito próximo e permite vivenciar outras formas de ver o mundo”.
Associado ao festival Amostra, “pela primeira vez, a companhia Caótica apresenta um projeto que visa dar espaço a uma área ainda muito frágil em Portugal, ou seja, a criação para as crianças e os públicos mais jovens”.
“O festival terá outros espaços da cidade, mas nós vamos acolher o lançamento do livro ‘Pedras de parar e da urgência’ e também o espetáculo ‘Aruna’, de Ainhoa Vidal, com teatro de sombras e o canto, destinado ao público jovem, que aborda a guerra e as crianças e jovens”, desvendou António M. Cabrita.
O projeto de teatro jovem do Viriato, “K Cena”, conta, este ano, com o encenador João Branco.
Na área da música, o projeto “Três Tempos” é desenvolvido em coprodução com a Culturgest, tem os músicos Xullaji e Bruno Pinto e, além de acontecer em Viseu, vai também a Lisboa e a Braga.
De regresso ao Teatro Viriato está o “Summer Lab” que “nunca mais tinha sido ativado, desde a pandemia de covid-19, mas estava na hora de voltar a ter esta semana de formação intensiva em dança com alunos de todo o país, num encontro muito intenso com artistas nacionais e internacionais”, disse o diretor artístico.
Neste primeiro meio ano, o Teatro Viriato acolhe um total de 40 atividades, possíveis de consultar na página oficial na Internet, com destaque para uma iniciativa inédita, como o prolongamento de um filme para fora do ecrã, quatro estreias em diferentes disciplinas artísticas, quatro projetos próprios, sete coproduções, cinco residências artísticas, oito parcerias e quatro sessões acessíveis.
Na apresentação, o adjunto para a Cultura do presidente da Câmara Municipal de Viseu, Guilherme Gomes, evidenciou a “diversidade da programação” que no seu entender “é a resposta a quem questiona ‘para quê e porquê haver o Teatro Viriato’ em Viseu”.