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Comerciantes de Carregal do Sal desolados com não-avanço no desconfinamento

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
19.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
19.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Comerciantes de Carregal do Sal desolados com não-avanço no desconfinamento

Desolados. Foi o que sentiram comerciantes de Carregal do Sal, concelho que não passou à terceira fase do processo de desconfinamento face às restrições impostas pela pandemia da Covid-19 e que arrancou esta segunda-feira (19 de abril). Ainda assim, compreendem a decisão do Governo.
Carregal do Sal manteve-se acima da incidência-limite dos 120 casos por 100 mil habitantes, pelo que mantém as regras da segunda fase do desconfinamento.

Luís Santos, dono de um talho, reconheceu em declarações ao Jornal do Centro que a decisão do Governo está a afetar a vida das pessoas e a economia local.

“Afeta tudo de uma forma geral, todo o comércio que está associado às nossas vidas, como a restauração e as lojas de rua e todo o povo. Afeta a vida das pessoas porque não podem circular com liberdade e têm algumas restrições”, afirmou.

Luís Santos acrescentou ainda que este não-avanço “impede-nos de trabalhar e fazer algo mais na nossa atividade” e defendeu o cumprimento das regras de segurança para evitar mais retrocessos. “Temos de cumprir com as regras, não sermos abusadores e não vamos pular a cerca para que não voltamos a ter mais regressões em relação ao esforço que estivemos a fazer”, disse.

Já Maria Helena, gerente de uma loja de roupa infantil, reconheceu que é muito difícil contrariar as decisões do Governo, mas ressalvou que o não-avanço de Carregal do Sal no desconfinamento está a prejudicar a economia do concelho e lembrou os problemas que têm pela frente no seu estabelecimento.

“Quem somos nós para ir contra as decisões do Governo? Só que nós estamos a ser muito prejudicados. Ainda podemos deixar entrar uma pessoa e vamos vendendo qualquer coisa se os clientes aparecerem, mas também são poucos. É muito difícil, a nossa casa está cheia de mercadoria, temos de pagar e o dinheiro não se realiza. É um problema grande”, disse.

Por sua vez, Pedro Moreira reconhece que o Governo tomou a melhor decisão, tendo em conta o número de infeções em Carregal do Sal. Este ourives aponta para “o descuido” de algumas pessoas que não respeitaram as regras de segurança.
“Os valores são o que são. Não nos afeta diretamente, como comércio, embora acredito que seja desagradável para restaurantes, cafés e bares”, remata.

Apesar das restrições que se mantêm, as escolas secundárias reabriram na mesma em Carregal do Sal por decisão do Governo.

Nos outros concelhos onde se pode avançar, foram reabertas as lojas, os centros comerciais, os cinemas, os teatros e os restaurantes, pastelarias e cafés, que podem acolher um máximo de quatro pessoas no interior e até seis nas esplanadas, entre outros espaços. A próxima fase do desconfinamento acontece a 3 de maio.

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