Book cover: 'Respondo por Mim' by Rui Bondoso, black‑and‑white photo of a man reading on a chair, prefácio de Antônio Cândido Franco.8d
Group of formally dressed people listening as a priest reads from a book at an inauguration ceremony by a wall plaqueed with plaques.
Male teacher in a gray suit presenting to students in a classroom with a large wall-mounted screen behind him.
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Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
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Vineyard path between rows of green grapevines on a sunny hillside with blue sky and distant valley.
People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
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Competência e Lealdade

18.12.21
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Quando Rio estabelece como critério de escolha para os seus deputados a exigência de competência e lealdade, parece que estamos a tratar de duas coisas distintas. Desde finais do século passado o conceito de competência foi redefinido e diz-nos que competência reúne quer o conjunto de conhecimento, informação, saber técnico-científico, quer os comportamentos, atitudes e valores que potenciam altos desempenhos. Chamam-lhe competências emocionais e elas vieram demonstrar que são as que fazem a verdadeira diferença. Nestas competências emocionais, entre outras, vamos encontrar a honestidade, integridade, compromisso, confiança, empatia, propósito, lealdade…

Quer dizer que se a lealdade é importante para um deputado, então ela é uma competência e se não existe ele é incompetente! E ser leal é sobretudo ser confiável. Isto acontece em todas as lideranças. Um outro aspeto deste conceito de competência é que ela não é aquilo que devemos ou não fazer, mas o que efetivamente se faz.

A competência só existe quando é exercida e pode ser avaliada. Por isso não me pareceu que os dissidentes de Rio fossem confiáveis para a sua liderança. Quanto às estruturas regionais e concelhias (aparelho), uma boa parte mostrou que estão mais preocupados em olhar para cima do que para baixo. Mostraram poucos resultados na sua principal tarefa e pouca utilidade na ligação com as bases do partido. Por isso, parece-me que a liderança eleita deve rodear-se daqueles em quem pode confiar e não no estatuto de cada um.

Não fazia sentido ser de outra maneira e não se pode contar com pessoas que tem reservas quanto á estratégia e objetivos e estão permanentemente a contestar a liderança.
Os partidos políticos tem que ser exemplos, tem que garantir a confiança da sociedade e dos eleitores. Fica por vezes no ar a ideia de que ser militante ou dirigente partidário serve apenas para obter tachos e benesses. Esta ideia tem que ser desfeita! É urgente instalar a meritocracia em todo o sistema, desde o Presidente da República ao Presidente da Junta…Tem que ser e parecer!

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